Cerca de 70 caminhoneiros estiveram no Senado nesta quarta-feira (9) para pressionar pela votação urgente da Medida Provisória do Frete (MP 1.343/2026). A MP, que estabelece o piso mínimo do frete e reforça a fiscalização pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), tem validade até a próxima quinta-feira (17) e ainda não foi pautada.
Mobilização e pressão sobre o Congresso
Os manifestantes, representantes de associações de transporte, alertaram que, sem a aprovação, a categoria pode intensificar as paralisações. A MP foi editada em meio à alta do diesel, impulsionada por conflitos no Oriente Médio, que elevou os custos operacionais dos caminhoneiros.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Caminhoneiros (ABC), José Carlos, “a MP é essencial para garantir um frete justo e coibir abusos. Se não for votada, voltaremos a pressionar com mais força”.
Próximos passos
A categoria planeja mobilizar 120 lideranças em Brasília na próxima semana para reforçar a pressão sobre senadores. O relator da MP no Senado, senador Paulo Paim (PT-RS), afirmou que busca acordo para votação ainda esta semana, mas reconhece a dificuldade devido à pauta apertada.
Dados da ANTT indicam que, desde a edição da MP, o descumprimento do piso mínimo caiu 30% nas fiscalizações realizadas, mas a agência precisa de reforço normativo para manter a eficácia.



