A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a criticar publicamente o pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes, reacendendo as tensões internas no grupo bolsonarista. A crítica ocorre em meio a um impasse sobre a aliança do Partido Liberal (PL) com Ciro no estado, que já havia gerado atritos com os irmãos do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Críticas e acusações de autoritarismo
No ano passado, Michelle foi chamada de 'autoritária' pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após articular o apoio do PL à candidatura de Ciro Gomes. Agora, ela compartilhou um vídeo nas redes sociais manifestando sua oposição à aliança, citando uma entrevista em que Ciro compara o ex-presidente Lula e Jair Bolsonaro. 'Não podemos apoiar alguém que coloca Bolsonaro e Lula no mesmo patamar', escreveu Michelle.
A declaração reacendeu as divergências dentro do grupo político. Enquanto Michelle defende uma linha mais dura contra Ciro, setores do PL no Ceará veem na aliança uma estratégia para fortalecer o partido na região. O impasse expõe as dificuldades de conciliar interesses locais com a orientação nacional do partido.
Impacto na campanha cearense
A situação coloca o PL em uma posição delicada no Ceará. Ciro Gomes, que já foi governador do estado, busca retornar ao cargo com o apoio de parte da legenda. No entanto, a resistência de Michelle e de outros bolsonaristas pode enfraquecer a aliança. Segundo fontes do partido, a decisão final sobre o apoio deve sair nos próximos dias, mas a crise interna já prejudica a articulação.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tenta mediar o conflito, mas até o momento não conseguiu um consenso. A situação também afeta a relação entre os irmãos Bolsonaro, que têm posições diferentes sobre o assunto. Enquanto Flávio demonstrou insatisfação com a postura de Michelle, outros familiares preferem evitar o confronto público.



