Zema é oficializado candidato do Novo à Presidência com críticas a Lula e STF
Zema é oficializado candidato do Novo à Presidência

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema foi oficializado, nesta segunda-feira (27), como o candidato do Partido Novo à Presidência da República nas eleições deste ano. O anúncio ocorreu durante a convenção nacional da legenda, realizada em Brasília, com a presença do presidente da sigla, Eduardo Ribeiro. Durante seu discurso, Zema direcionou fortes críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Partido dos Trabalhadores (PT), além de tecer duras declarações contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também mencionou políticos e autoridades envolvidos no caso Master, que trata de fraudes com descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

Vice ainda indefinido

Até o momento, a chapa de Zema não tem um nome oficial para vice-presidente. O candidato afirmou que a escolha será anunciada dentro do prazo legal, que se encerra em 5 de agosto, e que o pré-requisito principal é que o nome tenha 'ficha limpa'. Em suas palavras: 'Realmente não temos ainda. Essa definição será dada dentro do prazo legal, que é 5 de agosto, e uma coisa nós teremos como pré-requisito: uma pessoa com a ficha limpa, para que possamos levar adiante essa nossa proposta de nunca nos calarmos e cedermos a qualquer pressão.'

Críticas ao PT e ao STF

Zema destacou sua trajetória no setor privado, como empresário, e afirmou ser o único candidato à Presidência que conhece o 'Brasil real'. 'No Brasil, o setor público carece de bons exemplos. Nós temos aqui o contrário, como essas aberrações que têm acontecido no Supremo Tribunal Federal. E ninguém aguenta mais quatro anos de Lula e de PT', declarou. Ele também mencionou que é alvo de um processo movido pelo ministro Gilmar Mendes, do STF.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

O presidenciável do Novo tem intensificado o tom das críticas ao STF desde que passou a associar ministros da Corte ao caso do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Zema tem divulgado conteúdos nas redes sociais questionando a atuação do tribunal e, recentemente, classificou o ex-ministro Joaquim Barbosa como o 'oposto' dos atuais integrantes do Supremo.

Propostas para segurança pública

Na área de segurança, Zema defendeu o endurecimento das medidas contra o crime organizado. Ele propõe enquadrar facções criminosas como organizações terroristas, argumentando que o Brasil já deveria ter adotado essa postura há mais tempo. Segundo o candidato, há regiões do país onde o Estado perdeu o controle para grupos criminosos, o que representa uma ameaça à soberania nacional.

Outra proposta polêmica é a construção de um 'superpresídio' em área remota, 'de preferência no meio da Amazônia', para onde seriam transferidos líderes de facções. Zema defende que esses presos permaneçam encarcerados por longos períodos, mencionando a necessidade de 'prisão em massa'. Em seu discurso, ele também criticou a impunidade e defendeu uma atuação mais rígida do Estado.

Outras promessas de campanha

Durante a convenção, Zema listou uma série de compromissos para um eventual governo. Entre eles, acabar com a 'farra dos intocáveis', em referência ao STF e autoridades que, segundo ele, não são responsabilizadas; combater a corrupção sem favorecimento a parentes ou aliados; retomar a soberania nacional; classificar facções como terroristas; construir o superpresídio na Amazônia; manter líderes do crime organizado presos por pelo menos 25 anos; reduzir privilégios e mordomias no setor público; e criar um ambiente mais favorável a empreendedores, criticando a burocracia e a carga tributária.

Zema também afirmou que pretende enfrentar o crime organizado em áreas dominadas por facções, onde a presença do Estado é mínima. A oficialização de sua candidatura ocorre em um contexto de movimentação eleitoral intensa, com outros partidos já lançando seus candidatos. O PSD oficializou a candidatura de Ronaldo Caiado, enquanto o PL lançou a de Flávio Bolsonaro, em evento que contou com um vídeo de Jair Bolsonaro gerado por inteligência artificial e apoio de Michelle Bolsonaro.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar