Zema defende mais mulheres na política e cita ausência feminina no caso Banco Master
Zema defende mais mulheres na política e cita Banco Master

O pré-candidato à Presidência e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), defendeu nesta terça-feira (7) uma maior participação feminina na política, afirmando que isso ajudaria no combate à corrupção. Como exemplo, citou o caso Banco Master, alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, e disse não se lembrar de mulheres envolvidas. A declaração foi feita durante evento do Women Invest, voltado ao mercado financeiro feminino, em São Paulo.

Zema associa mulheres a menor incidência criminal

“Nós queremos que as mulheres avancem a sua participação na política e isso também vai ajudar no combate à corrupção. Eu não vi nenhuma mulher, pelo que eu me recordo, envolvida no caso do Banco Master. Pelo que eu me recordo aí, só homens envolvidos”, afirmou. O ex-governador também destacou dados da população carcerária: “Na hora que você pega aí a participação feminina na população carcerária, é 95% homens, 5, 6% mulheres. O que claramente demonstra que as mulheres cometem menos delitos”.

O caso Banco Master tem como principal investigado o banqueiro Daniel Vorcaro. Em fases recentes, a Operação Compliance Zero também citou nomes como Ciro Nogueira, Jaques Wagner, Augusto Ferreira Lima, Eduardo Mendonça Sodré Martins, BN Financeira e PKL One Participações.

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Declaração ocorre após polêmica sobre Bolsa Família

A fala sobre participação feminina ocorre dias depois de Zema ser criticado por declaração sobre beneficiários do Bolsa Família em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. Na ocasião, ele defendeu cobrar de homens beneficiários que estudassem, fizessem curso técnico e buscassem emprego formal para deixar de receber o benefício. Para as mulheres, disse que a regra deveria ser diferente porque elas teriam, segundo ele, atribuições domésticas e com filhos. “As mulheres têm outras atribuições em casa, têm filhos, têm uma diferença muito grande com relação aos homens”, afirmou.

Questionado sobre o tema nesta terça, Zema associou mulheres ao cuidado com filhos e à visão de longo prazo. “Me parece que na política, a participação feminina iria deixá-la muito mais nobre, muito mais com a visão de longo prazo, já que as mulheres sempre têm essa preocupação maior com o futuro. O que faz parte da natureza delas, porque qualquer mulher que tem um filho sabe que vai ter afazeres adicionais por pelo menos 15 anos”, disse.

Zema defende políticas para mulheres vítimas de violência

Zema também afirmou ser favorável à ampliação de políticas de atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica. Ele citou programas de Minas Gerais voltados à autonomia financeira de mulheres agredidas e à ampliação de delegacias com atendimento feminino. “Um dos que eu mais me orgulho é de dar autonomia àquelas mulheres que foram vítimas de agressão, de violência doméstica, que muitas vezes não tinham condição de ter uma renda própria. Essa é a pior situação da mulher”, afirmou.

O governador disse ainda defender pena mais dura para feminicídio. “Sou favorável a ter um agravante para o crime de feminicídio, uma pena muito mais dura, porque é um absurdo que ocorre não só no Brasil, como em outros países. Em Minas reduzimos o feminicídio e sou favorável, são diversas políticas”, disse.

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