O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou nesta quarta-feira o que chamou de "uso eleitoral" do tarifaço, em sua primeira manifestação pública sobre o tema. Durante evento em Campinas, Tarcísio afirmou que o aumento de tarifas não pode ser tratado como instrumento de campanha política.
Declarações do governador
"O tarifaço não pode ser usado como moeda eleitoral. Isso prejudica a credibilidade das instituições e a confiança do cidadão", declarou Tarcísio, sem citar nomes. Ele defendeu que ajustes tarifários devem ser baseados em critérios técnicos e planejamento de longo prazo.
Contexto do tarifaço
O termo "tarifaço" refere-se ao reajuste de tarifas de serviços públicos, como transporte e energia, que tem gerado debate no cenário político. A declaração de Tarcísio ocorre em meio a discussões sobre o impacto desses aumentos na inflação e no orçamento das famílias brasileiras.
Responsabilidade fiscal
O governador paulista enfatizou a importância da responsabilidade fiscal e da transparência na gestão pública. "Não podemos prometer o impossível. Ajustes são necessários, mas devem ser feitos com diálogo e planejamento", completou. Segundo ele, o estado de São Paulo tem mantido equilíbrio nas contas, o que permite investimentos sem recorrer a aumentos abruptos.
Reações políticas
Aliados do governo federal reagiram à fala de Tarcísio, classificando-a como uma tentativa de se posicionar para as eleições de 2026. O governador, no entanto, negou motivações eleitorais. "Minha preocupação é com o bem-estar da população e a saúde fiscal do país", disse.
Impacto econômico
Especialistas apontam que o tarifaço pode pressionar a inflação e reduzir o poder de compra. Dados do IBGE mostram que os preços de serviços regulados subiram 5,2% nos últimos 12 meses. Para Tarcísio, é preciso avaliar cada setor separadamente, evitando generalizações que geram incertezas.
Próximos passos
O governador afirmou que pretende dialogar com o governo federal e com prefeitos para encontrar soluções equilibradas. "Não se resolve tarifaço com discurso. É preciso ação coordenada", concluiu.



