O Partido dos Trabalhadores (PT) definiu, em reunião do Diretório Nacional em Brasília nesta sexta-feira (3), que destinará R$ 127 milhões da sua cota do Fundo Eleitoral à campanha do presidente Lula para tentar a reeleição em 2026. O valor equivale a 20,64% do total recebido pela sigla.
Distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral
Conforme divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no início de junho, o PT recebeu aproximadamente R$ 615,3 milhões do Fundo Eleitoral de 2026, o que representa 12,4% do total destinado aos partidos. A sigla aumentou sua cota em 23% em relação a 2022, quando teve acesso a R$ 499,6 milhões.
Além do valor para a presidência, o partido dividiu os recursos destinados aos outros cargos que disputará: Câmara dos Deputados: R$ 71,9 milhões (43,06%); Governos estaduais: R$ 264,9 milhões (11,70%); Senado Federal: R$ 62 milhões (10,08%); Assembleias Legislativas: R$ 50 milhões (8,13%); e Fundo de Reserva: R$ 39 milhões (6,40%).
Prioridades e critérios
O texto da resolução garante os recursos previstos ao presidente. Nas outras categorias, afirma que os percentuais poderão ser alterados para garantir o cumprimento dos percentuais mínimos de candidaturas femininas, de pessoas negras e de pessoas indígenas. O documento estabelece que a maior parte dos recursos vai para as candidaturas na Câmara, onde congressistas que disputam a reeleição serão considerados “prioridades natas”.
As Comissões Executivas Estaduais do partido serão responsáveis por separar os nomes em três grupos de prioridades. A mesma lógica vale para deputadas e deputados estaduais e distritais. Em seguida, de acordo com a resolução, o Grupo de Trabalho Nacional analisará as indicações de prioridade elaboradas pelos diretórios estaduais e distribuirá os recursos.
Fundo Eleitoral 2026
O PT recebeu a segunda maior fatia do Fundo Eleitoral de 2026, atrás apenas do PL (Partido Liberal), que obteve R$ 881,6 milhões — o triplo do que havia recebido em 2022. A distribuição segue quatro critérios definidos pela legislação eleitoral: 2% distribuídos igualmente entre todas as legendas registradas; 35% conforme a votação obtida para a Câmara dos Deputados; 48% de acordo com o número de deputados federais eleitos (incluindo efeitos de fusões e incorporações); e 15% conforme a representação no Senado Federal.
Período de campanha
Apesar dos movimentos intensos entre os pré-candidatos, ainda estamos em período de pré-campanha. A campanha oficial começa em 16 de agosto, segundo o calendário eleitoral. A partir dessa data, a propaganda eleitoral fica liberada nas ruas e na internet, podendo apresentar propostas, mensagens, realizações e trajetórias dos candidatos. Pedidos de voto feitos antes disso são considerados propaganda irregular e podem levar a multas. Até 1º de outubro, é permitida a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet, e candidatos podem fazer comícios até essa data. A campanha na rua é permitida até as 22h de 3 de outubro, véspera do primeiro turno, quando campanhas e partidos podem distribuir adesivos e panfletos, realizar passeatas e carreatas.



