O Partido Progressista (PP) sinalizou ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) que deve adotar neutralidade na eleição presidencial de 2026. A informação foi confirmada por fontes do partido nesta quarta-feira (23).
Decisão estratégica do PP
Segundo lideranças do PP, a neutralidade é vista como uma estratégia para manter a coesão interna e evitar desgastes com possíveis aliados. O partido avalia que não apoiar formalmente nenhum candidato permite maior flexibilidade nas negociações regionais e na composição de chapas para governos estaduais.
O senador Flávio Bolsonaro, que articula a candidatura do pai, Jair Bolsonaro (PL), à Presidência em 2026, recebeu a sinalização com reserva. De acordo com interlocutores, ele esperava um apoio explícito do PP, mas entende que a neutralidade não impede alianças pontuais.
Impacto no cenário político
A decisão do PP pode influenciar outros partidos do centrão, como o Republicanos e o União Brasil, que ainda não definiram suas posições para 2026. O PP possui a maior bancada na Câmara dos Deputados, com 47 parlamentares, e sua neutralidade reduz a pressão sobre o governo Lula e fortalece a ideia de uma eleição polarizada entre PT e PL.
Analistas políticos apontam que a neutralidade do PP pode beneficiar o candidato do PL, já que o partido não apoiará a reeleição de Lula. No entanto, também abre espaço para que o PP negocie cargos e emendas com quem vencer.
Reações e próximos passos
O presidente do PP, Ciro Nogueira, ainda não se pronunciou oficialmente. A sinalização a Flávio Bolsonaro foi feita por vices-líderes do partido. A expectativa é que a decisão formal seja tomada em convenção nacional no primeiro semestre de 2026.
Flávio Bolsonaro afirmou que respeita a posição do PP, mas que continuará dialogando com todos os partidos. "O importante é unir a direita para derrotar o PT", disse o senador, em conversa com aliados.



