O Partido Liberal (PL) encomendou uma pesquisa de opinião para medir o impacto da operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) na imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento, realizado às vésperas das eleições de 2026, busca avaliar se o eleitorado associa o episódio ao governo federal e como isso pode influenciar a intenção de voto.
Detalhes da operação e da pesquisa
A operação, deflagrada na última semana, investiga supostos desvios de recursos públicos em contratos de obras públicas na Bahia, quando Jaques Wagner era governador. O senador nega irregularidades. A pesquisa do PL, segundo fontes da legenda, ouviu 2.000 eleitores em todo o Brasil entre os dias 10 e 14 de junho, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
O questionário inclui perguntas sobre o conhecimento do eleitor sobre a operação, a percepção de envolvimento do presidente Lula e a influência disso na avaliação do governo. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a pesquisa é uma ferramenta para planejar a estratégia eleitoral. "Precisamos saber se a população está atenta e como isso pode afetar o cenário político", disse.
Resultados preliminares e reações
Os resultados preliminares indicam que 45% dos entrevistados sabem da operação, e destes, 30% acreditam que Lula tinha conhecimento dos fatos. No entanto, 55% dos que sabem da operação afirmam que isso não muda o voto em Lula. O levantamento completo deve ser divulgado na próxima semana.
A operação gerou reações no meio político. O PT classificou a ação como "perseguição política" e o senador Jaques Wagner disse estar tranquilo. Já a oposição, liderada pelo PL, vê na operação uma oportunidade para desgastar o governo. "A população precisa saber a verdade", declarou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Impacto nas eleições de 2026
Analistas políticos apontam que, embora a operação possa gerar ruído, o impacto eleitoral depende da capacidade da oposição em capitalizar o fato. A pesquisa do PL serve como termômetro para definir a abordagem da campanha. O cientista político Carlos Melo, da USP, avalia: "A associação entre Lula e o caso Wagner é um risco, mas o eleitorado petista tende a ser resiliente a denúncias não comprovadas."
O governo Lula, por sua vez, tenta minimizar o episódio. O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, afirmou que "não há qualquer elemento que ligue o presidente a esses fatos" e que a operação é um assunto de âmbito estadual. Enquanto isso, o PL já prepara um plano de comunicação para explorar o tema nas redes sociais e no horário eleitoral gratuito.



