Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, morto aos 4 anos em 2021, voltou a clamar por agilidade no sistema judiciário brasileiro. Em artigo publicado no jornal O Globo, ele critica a lentidão processual que, segundo ele, representa uma segunda violência contra a família da vítima.
Recurso de apelação aguarda análise desde junho
O recurso de apelação do julgamento de Monique Medeiros, acusada pela morte do menino, aguarda análise desde junho. Leniel destaca que a falta de prazos legais para a tramitação do recurso aumenta a sensação de impunidade e prolonga o sofrimento da família.
“A justiça tardia é uma segunda violência. Continuo lutando para que a história de Henry não seja reduzida a um número de processo”, escreveu Leniel no artigo.
Impacto da demora na segurança jurídica
O pai de Henry ressalta que a demora não apenas causa sofrimento contínuo, mas também gera insegurança jurídica. Ele afirma que a sociedade precisa de um sistema judicial mais ágil e eficaz para que casos como o de seu filho não fiquem impunes.
Leniel conclui o artigo pedindo que a Justiça brasileira priorize a tramitação de processos que envolvem crimes contra crianças, para que a dor das famílias não se prolongue indefinidamente.



