Na véspera da reunião de ministros da Defesa da Otan, o secretário-geral Mark Rutte afirmou que a aliança precisa de 'mais forças e recursos' e minimizou o impacto dos cortes orçamentários dos Estados Unidos. Em entrevista coletiva na sede da aliança em Bruxelas, Rutte destacou que os países-membros devem apresentar planos concretos para atingir a meta de gastos equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2035.
Rutte defende aumento de investimentos
O secretário-geral enfatizou a necessidade de fortalecimento da Otan diante dos desafios atuais de segurança. 'Precisamos de mais forças e recursos para garantir a defesa coletiva', declarou. Ele também elogiou o acordo recente entre Washington e Teerã, considerando-o um passo positivo para a estabilidade regional.
Compromisso dos EUA e defesa europeia
Rutte minimizou as preocupações sobre os cortes dos EUA, afirmando que o compromisso americano com a Otan permanece sólido. 'Os Estados Unidos continuam sendo um aliado fundamental, e a defesa coletiva da Europa é uma prioridade', disse. Ele pediu que os países europeus aumentem seus próprios investimentos em defesa para compartilhar a carga de forma mais equitativa.
A reunião dos ministros da Defesa da Otan, que ocorre nesta semana, deve discutir as metas de gastos e os planos nacionais para alcançá-las. Rutte espera que os países apresentem compromissos claros e cronogramas realistas. 'Não podemos esperar até 2035 para agir; precisamos de progresso tangível agora', concluiu.



