Empresários doaram R$ 375 mil ao PSB, partido do ex-governador Geraldo Alckmin, conforme registros oficiais. Entre os doadores está um nome cogitado para ocupar a vaga de vice-presidente na chapa encabeçada por Alckmin.
Detalhes da doação
Os recursos foram destinados ao diretório nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e constam em prestação de contas entregues à Justiça Eleitoral. O valor total de R$ 375 mil foi dividido entre três empresários, sendo o maior doador um conhecido magnata do setor de agronegócio.
De acordo com fontes do partido, o nome cotado para vice-presidente na chapa de Alckmin é justamente o do empresário que contribuiu com a maior fatia: R$ 200 mil. A informação, no entanto, não foi confirmada oficialmente pela legenda.
Reações e impactos
O PSB, por meio de sua assessoria, afirmou que as doações são legais e seguem a legislação eleitoral. "Todas as contribuições foram feitas dentro da lei e estão devidamente registradas", disse um porta-voz do partido. A oposição, por outro lado, criticou a proximidade entre empresários e políticos, levantando questionamentos sobre a influência do poder econômico nas eleições.
Especialistas apontam que doações de grandes empresários são comuns em campanhas eleitorais, mas a associação direta com a candidatura a vice-presidente pode gerar debates sobre conflitos de interesses. "A sociedade precisa de transparência total sobre quem financia as campanhas e quais contrapartidas podem ser esperadas", afirmou o cientista político Carlos Alberto Pereira.
Contexto político
Geraldo Alckmin, ex-tucano e atual filiado ao PSB, é pré-candidato à Presidência da República. A escolha do vice é aguardada com expectativa, pois pode influenciar alianças e o eleitorado. O nome cotado, que não teve a identidade revelada oficialmente, é descrito como um empresário de sucesso com forte atuação no agronegócio, setor estratégico para a economia brasileira.
As doações ao PSB ocorrem em um momento de articulação de alianças para a campanha presidencial de 2026. O partido busca consolidar apoios e recursos para viabilizar a candidatura de Alckmin, que tenta se consolidar como alternativa de centro.



