O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou à diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, que "nunca foi esquerdista", durante uma conversa informal flagrada pelas câmeras na cúpula do G7, realizada na França. O diálogo foi transmitido ao vivo e repercutiu imediatamente.
Declaração durante o G7
Na ocasião, Lula disse a Georgieva que, embora mantenha boas relações com sindicatos e movimentos sociais, sua trajetória política sempre esteve alinhada ao centro. "O mundo é do caminho do meio", afirmou o presidente, reforçando uma postura moderada. A declaração ocorre em meio a críticas de setores mais à esquerda de seu governo.
Elogio às urnas eletrônicas
Lula também aproveitou o encontro para destacar a segurança e a eficiência do sistema de votação eletrônico brasileiro. Segundo ele, o modelo poderia ser exportado para outros países como exemplo de transparência eleitoral. "Nossas urnas são modernas e confiáveis", declarou.
Repercussão política
A declaração gerou reações diversas. Apoiadores do presidente consideram a fala um aceno ao centro político, enquanto opositores apontam contradição com discursos anteriores. Especialistas avaliam que a postura pode influenciar alianças futuras.
O encontro bilateral não estava na agenda oficial, mas ocorreu à margem das discussões sobre economia global e mudanças climáticas. A cúpula do G7 reúne líderes das maiores economias do mundo.



