Dirigentes do Partido Liberal (PL) expressam insatisfação com a demora na definição dos palanques estaduais para a campanha presidencial, enquanto Flávio Bolsonaro está em viagem aos Estados Unidos. Aliados classificam a estratégia como 'confusa' e 'desorganizada', apontando que a pré-campanha se aproxima das convenções partidárias sem decisões concretas em estados-chave.
Pressão interna aumenta com convenções iminentes
A ausência de Flávio, principal articulador político do PL, gerou críticas entre correligionários que esperavam um avanço nas negociações regionais. A expectativa é que, após seu retorno ao Brasil, ele impulsione as conversas locais, especialmente no Nordeste, onde o partido busca alianças estratégicas para fortalecer a candidatura presidencial.
Segundo fontes do partido, a lentidão para fechar chapas tem prejudicado o planejamento de campanha e gerado incertezas entre candidatos a governador e deputados. 'Precisamos de agilidade para definir apoios e evitar que as convenções sejam um festival de indecisões', afirmou um dirigente sob condição de anonimato.
Viagem aos EUA amplia críticas
A viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos foi vista por alguns aliados como um desvio de foco em um momento crucial. Embora o objetivo oficial seja tratar de assuntos pessoais e políticos, a ausência do senador no Brasil durante a reta final das negociações pré-convenções gerou desconforto.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, minimizou as críticas em declaração recente, afirmando que 'o partido está no caminho certo e as decisões serão tomadas no tempo adequado'. No entanto, dentro do partido, há quem avalie que a demora pode comprometer a viabilidade de candidaturas em estados como Pernambuco e Bahia.
Próximos passos e expectativas
Com as convenções partidárias marcadas para julho e agosto, o PL corre contra o tempo para consolidar palanques. A expectativa é que Flávio acelere as tratativas assim que retornar ao Brasil, priorizando estados onde o partido ainda não definiu alianças.
Enquanto isso, a oposição já começa a explorar a percepção de desorganização interna, o que pode impactar a imagem do partido junto ao eleitorado. 'Uma campanha presidencial não pode começar com indecisões regionais. Isso enfraquece a mensagem de união e força que queremos passar', alertou um deputado federal do PL.



