A Fifa se tornou, na prática, um país independente, com enorme influência política e econômica e infinitas chances de corrupção, segundo análise do jornalista, compositor, escritor, roteirista e produtor Nelson Motta em sua coluna exclusiva para assinantes.
O poder da entidade máxima do futebol
A entidade que comanda o futebol mundial acumula poder comparável ao de nações soberanas, sem os mesmos mecanismos de controle e transparência. Essa condição, alerta Motta, abre espaço para práticas questionáveis e desvios de recursos.
Influência política e econômica global
Com orçamento bilionário e capacidade de influenciar governos, a Fifa opera como um estado paralelo. A recente exibição do troféu da Copa pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, ao presidente dos EUA, Donald Trump, ilustra o alcance político da organização.
A coluna destaca que a falta de fiscalização efetiva e a cultura de impunidade perpetuam um ciclo de corrupção que já resultou em escândalos no passado. A reforma prometida após as prisões de dirigentes em 2015 não foi suficiente para mudar a estrutura de poder.
Riscos para o esporte
Para Motta, a concentração de poder na Fifa ameaça a integridade do futebol, transformando o esporte em instrumento de interesses políticos e econômicos. A independência de fato da entidade a torna imune a controles democráticos, exigindo atenção da comunidade internacional.



