Febeapá moderno: desinformação compromete políticas públicas no Brasil
Febeapá moderno: desinformação e políticas públicas

O 'Festival de Besteiras que Assola o País', conhecido pela sigla Febeapá, foi criado pelo humorista Sérgio Porto durante o regime militar para satirizar o absurdo no poder. Décadas depois, o fenômeno não apenas persiste como se reinventa, ganhando contornos mais perigosos na era da desinformação digital.

O que é o Febeapá e por que ele voltou à tona

O termo Febeapá foi popularizado por Sérgio Porto, que escrevia sob o pseudônimo Stanislaw Ponte Preta. Em suas crônicas, ele coletava e ironizava declarações e situações absurdas protagonizadas por autoridades e figuras públicas. A intenção era expor o ridículo e a falta de racionalidade que, segundo ele, assolavam o país.

Na contemporaneidade, o conceito ressurge com força, especialmente nas redes sociais e em discursos políticos. Narrativas que negam fatos científicos, históricos ou econômicos ganham ampla circulação, muitas vezes com o objetivo de desacreditar políticas públicas ou justificar medidas controversas.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Impactos concretos nas políticas públicas

O artigo aponta que a resistência à realidade não é inócua. Ela compromete áreas sensíveis como economia, previdência, educação e segurança. Quando a desinformação prevalece, decisões baseadas em evidências são substituídas por crenças infundadas, gerando consequências negativas para a população.

Na economia, por exemplo, a negação de dados fiscais ou de indicadores de inflação pode levar a medidas desastrosas. Na previdência, discursos que ignoram projeções demográficas dificultam reformas necessárias. Na educação, teorias sem comprovação científica são apresentadas como alternativas válidas. Na segurança, a desconsideração de estatísticas criminais prejudica a formulação de políticas eficazes.

Enfraquecimento da confiança social e da ética institucional

Além dos danos práticos, o Febeapá moderno corrói a confiança social e a ética institucional. Quando a verdade é relativizada e fatos são tratados como opiniões, o tecido social se fragmenta. Instituições perdem credibilidade, e a polarização se aprofunda.

O artigo conclui que o combate ao Febeapá exige mais do que simples verificação de fatos. É necessário um esforço conjunto para fortalecer a educação crítica, a transparência e o respeito à ciência e aos dados. Sem isso, o país continuará refém de absurdos que comprometem seu desenvolvimento e a qualidade de vida de seus cidadãos.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar