A Europa Filmes, distribuidora responsável pelo filme 'Dark Horse' sobre Jair Bolsonaro, está planejando uma estratégia de blindagem eleitoral para evitar que a produção seja usada como propaganda política nas eleições de 2026. O diretor-presidente da empresa, Marcos Didonet, rejeitou o rótulo de bolsonarista e afirmou que não quer repetir o fracasso do filme sobre Lula, lançado em 2010.
Blindagem eleitoral e cópias dubladas
De acordo com informações da coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo, a Europa Filmes pretende lançar o longa-metragem com uma versão dublada em inglês para o mercado internacional, além de buscar parcerias com plataformas de streaming. A ideia é que o filme seja visto como uma obra cinematográfica, não como um instrumento de campanha.
Didonet afirmou que a empresa está tomando cuidados legais para evitar que o filme seja enquadrado como propaganda eleitoral antecipada. 'Não queremos que o filme seja usado politicamente. Estamos blindando juridicamente a distribuição', disse o executivo, em entrevista à coluna.
Financiamento e polêmica
'Dark Horse' foi financiado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, conhecido por suas posições conservadoras. O filme tem gerado controvérsia por supostamente romantizar a figura de Bolsonaro, que enfrenta diversas investigações judiciais. A produção é dirigida por Marcelo Antunez e tem previsão de estreia para o segundo semestre de 2025.
Didonet comparou o projeto a outras cinebiografias políticas, como 'Lula, o Filho do Brasil', que teve baixa bilheteria em 2010. 'Não queremos que isso se repita. Nosso foco é o mercado cinematográfico, não o político', afirmou.
Reações e críticas
A iniciativa já recebeu críticas de setores da esquerda, que veem no filme uma tentativa de reabilitar a imagem de Bolsonaro. Por outro lado, apoiadores do ex-presidente celebram a produção como uma forma de contar a versão dele sobre os acontecimentos políticos recentes.
A Europa Filmes, no entanto, insiste que o objetivo é puramente artístico. 'Não somos um partido político, somos uma distribuidora de filmes. Queremos que as pessoas assistam e tirem suas próprias conclusões', concluiu Didonet.



