Uma nova pesquisa Quaest, divulgada nesta sexta-feira (10/07/2026), capturou os primeiros efeitos da crise na família Bolsonaro sobre o cenário eleitoral para a Presidência da República. O levantamento, realizado entre os dias 7 e 9 de julho, mostra uma queda de 3 pontos percentuais na intenção de voto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em comparação com o levantamento anterior, de junho. Lula (PT) mantém a liderança, com 42% das intenções de voto, contra 35% de Bolsonaro.
Impacto da crise familiar
De acordo com a Quaest, a crise na família Bolsonaro — que incluiu a prisão de um dos filhos do ex-presidente sob acusações de corrupção — foi o principal fator citado por eleitores que mudaram de voto. "A crise familiar de Bolsonaro gerou um desgaste significativo entre eleitores indecisos e de centro", afirmou o diretor da Quaest, Felipe Nunes. A pesquisa indica que 12% dos eleitores de Bolsonaro em junho migraram para outros candidatos ou para a abstenção.
Desempenho dos candidatos
No cenário estimulado, Lula aparece com 42%, Bolsonaro com 35%, Ciro Gomes (PDT) com 8%, Simone Tebet (MDB) com 5%, e outros candidatos somam 4%. Brancos e nulos representam 4%, e indecisos, 2%. Na pesquisa anterior, Bolsonaro tinha 38% e Lula, 41%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Rejeição e avaliação do governo
A rejeição a Bolsonaro subiu de 48% para 52%, enquanto a de Lula se manteve estável em 44%. A avaliação positiva do governo Lula caiu ligeiramente: 36% consideram o governo ótimo ou bom, ante 38% em junho. Já a avaliação negativa (ruim ou péssimo) subiu de 28% para 30%.
Segundo turno
Em simulação de segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 48% a 38%, com 14% de brancos e nulos. Contra Ciro Gomes, Lula teria 46% contra 32%. O levantamento ouviu 2.000 eleitores em 120 municípios brasileiros. O nível de confiança é de 95%.



