Na quarta-feira (24), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou em suas redes sociais um vídeo de quase 27 minutos, dividido em duas partes, que escancara o racha dentro da família Bolsonaro. Ela afirma que foi desrespeitada por Flávio Bolsonaro e que se sentiu humilhada pelo filho Zero Um de Jair. Citado nominalmente por Michelle, o pré-candidato à Presidência pediu desculpas horas depois e, pelo menos em público, o desentendimento foi encerrado.
Contexto da crise familiar
A publicação do vídeo escancara a tensão entre a esposa e os filhos de Jair Bolsonaro, uma relação que ficou ainda mais crítica a partir de novembro de 2025. Na época, Michelle questionou a aliança do PL (partido de todos os integrantes da família) com Ciro Gomes (agora no PSDB) no Ceará. Dias depois da polêmica, o ex-presidente deu a bênção para que Flávio fosse o candidato do bolsonarismo à Presidência – e frustrou os planos de quem desejava uma chapa com Tarcísio de Freitas e a própria Michelle, na vice.
Repercussões políticas e análise
Neste episódio, a jornalista Natuza Nery conversa com Bernardo Mello Franco, colunista do jornal O Globo e da rádio CBN, sobre o clima dentro do clã Bolsonaro, as repercussões políticas da lavagem de roupa suja em público e o impacto eleitoral da briga para Flávio. Segundo Mello Franco, a crise expõe fragilidades na articulação política do bolsonarismo para 2026. “Michelle se coloca como a guardiã do legado de Jair, enquanto Flávio busca consolidar sua candidatura”, analisa.
Desdobramentos e pedido de desculpas
Flávio Bolsonaro pediu desculpas publicamente, mas aliados veem o episódio como um movimento de Michelle para assumir o comando do bolsonarismo. Em nota, Flávio disse que o vídeo foi gravado após não retornar uma mensagem de Michelle. O podcast O Assunto, produzido pelo g1, detalha a cronologia do conflito e as motivações por trás da crise.



