O conflito entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro evoluiu de acusações em vídeo para tentativas de pacificação, mas ainda ameaça a unidade política da família. Flávio, em pré-campanha ao Senado, busca reaproximação com Michelle, mas ela não confirmou presença em um evento de mulheres conservadoras organizado por ele.
Acusações em vídeo e o pedido de pacificação
Em outubro de 2025, um vídeo vazado mostrou Michelle fazendo críticas a Flávio, acusando-o de interferir em sua agenda e de não apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio respondeu publicamente, negando as acusações e afirmando que a família precisa permanecer unida. Desde então, aliados tentam mediar a reconciliação.
Evento de mulheres conservadoras como teste
Flávio organizou um encontro com mulheres conservadoras em Brasília para o próximo mês, visto como um movimento estratégico para conquistar o eleitorado feminino e evangélico. Michelle foi convidada, mas até agora não sinalizou, nem para aliados próximos, se comparecerá. A presença dela é considerada crucial para o sucesso do evento.
Segundo fontes próximas, Flávio afirmou que o desentendimento é "página virada", mas a incerteza sobre a participação de Michelle indica que a tensão persiste. Analistas políticos apontam que a ausência dela pode enfraquecer a base conservadora e beneficiar adversários.
Impacto na pré-campanha ao Senado
Flávio Bolsonaro enfrenta desafios para consolidar seu nome no Senado, e a reaproximação com Michelle é vista como essencial para atrair o voto feminino. Em pesquisa recente, 45% das eleitoras conservadoras disseram que a opinião de Michelle influencia sua escolha. "A unidade da família é fundamental para a direita", declarou um assessor do senador.
Michelle, por sua vez, mantém silêncio público e evita comentar o assunto. Aliados especulam que ela pode estar avaliando o impacto de sua participação na própria imagem política. O evento está marcado para 15 de julho, e a confirmação ou não de Michelle deve ocorrer nos próximos dias.



