Aliados de Jair Bolsonaro promovem união em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência, após carta do ex-presidente pedindo superação de diferenças. A carta, lida por Flávio, designa-o como representante político de Bolsonaro. Nikolas Ferreira e outros apoiadores destacam a necessidade de unidade, enquanto Ronaldo Caiado, do PSD, critica a dependência de Flávio do apoio paterno, destacando fragilidade na campanha.
Nikolas Ferreira defende união e critica vaidades
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que não há espaço para 'vaidade' dentro do grupo bolsonarista e que todos devem se unir em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro. Em declaração, Nikolas disse: 'A carta do presidente Jair Bolsonaro é clara: é hora de união, sem vaidades pessoais. Flávio é o nome escolhido para dar continuidade ao nosso projeto.' A fala ocorre após a leitura da carta durante evento em Brasília.
Caiado ironiza 'porta-voz' e vê fragilidade
O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, ironizou a situação, referindo-se a Flávio como 'porta-voz' do pai. 'Não se governa um país sendo porta-voz de ninguém. A extrema fragilidade dessa candidatura fica evidente quando o candidato precisa de uma carta do pai para se legitimar', declarou Caiado. A crítica reforça a estratégia do PSD de explorar a dependência política de Flávio em relação a Jair Bolsonaro.
Aliados bolsonaristas pregam coesão
Deputados e senadores do PL, como Eduardo Bolsonaro e Bia Kicis, também manifestaram apoio à candidatura de Flávio. Em nota conjunta, afirmaram que 'a união do campo conservador é fundamental para derrotar a esquerda'. A carta de Jair Bolsonaro, lida por Flávio em evento na última quarta-feira, pede que os apoiadores superem divergências e se concentrem na eleição de 2026.
Pesquisas mostram cenário incerto
Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta semana, Flávio Bolsonaro aparece com 18% das intenções de voto, atrás de Lula (32%) e empatado tecnicamente com Caiado (16%). Analistas apontam que a dependência do capital político de Jair Bolsonaro pode ser um fator limitante para Flávio, que busca consolidar seu nome próprio.



