Arminio Fraga defende tripé econômico e alerta para riscos fiscais
Arminio Fraga defende tripé econômico e alerta para riscos

Arminio Fraga defende tripé econômico e alerta para riscos fiscais

A política de juros no Brasil é uma parte vital de um tripé econômico que inclui responsabilidade fiscal e câmbio flutuante, aponta o economista e ex-presidente do Banco Central, Arminio Fraga. Desde 1999, este modelo tem sido eficaz, mas atualmente enfrenta desafios devido à falta de disciplina fiscal.

Desafios fiscais e juros elevados

O Banco Central é forçado a manter juros altos para cumprir seu mandato, enquanto políticas fiscais irresponsáveis intensificam o problema. Segundo Arminio Fraga, a manutenção dessa situação pode levar a uma crise de crédito severa, tanto no setor privado quanto no público.

“A política de juros, sim, é necessária como parte de um tripé com responsabilidade fiscal e câmbio flutuante”, afirmou Fraga. Ele destacou que o modelo adotado em 1999 trouxe estabilidade, mas o atual desequilíbrio fiscal compromete sua eficácia.

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Riscos para a economia

O economista alerta que a falta de controle dos gastos públicos força o Banco Central a elevar a taxa Selic, o que encarece o crédito e desestimula investimentos. Caso a trajetória fiscal não seja corrigida, o país pode enfrentar uma crise de crédito com impactos negativos sobre o crescimento econômico e o emprego.

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