O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enfrenta um déficit de autoridade que ele próprio reconhece. Em análise sobre o exercício do poder, Moraes entende que nenhuma autoridade se mantém apenas pelo mandato concedido. Para ele, todo sistema de autoridade depende fundamentalmente da crença pública em sua legitimidade.
Legitimidade como pilar do poder
De acordo com a coluna de Thaís Oyama, o ministro sabe que a legitimidade é um elemento central para sustentar qualquer sistema de autoridade. Sem a confiança da sociedade, o poder institucional se enfraquece, independentemente das prerrogativas formais do cargo. Essa percepção reforça a importância de ações que fortaleçam a credibilidade do Judiciário perante a população.
Desafios institucionais
O reconhecimento desse déficit aponta para desafios mais amplos enfrentados pelo STF e por outras instituições brasileiras. A confiança pública é volátil e exige constante renovação por meio de transparência, diálogo e decisões que reflitam os anseios sociais. Moraes, ao admitir essa fragilidade, sinaliza uma postura de autocrítica necessária para a manutenção da autoridade moral e institucional.
A coluna destaca que a crise de legitimidade não é exclusiva do Brasil, mas ganha contornos específicos no contexto político e social atual. O ministro, ciente disso, busca caminhos para reverter o quadro e consolidar a confiança no sistema de justiça.



