Petróleo reduz ganhos após alta de 5% com cessar-fogo Irã-Israel
Petróleo reduz ganhos com cessar-fogo Irã-Israel

Os preços do petróleo reduziram os ganhos nesta segunda-feira, após subirem mais de 5% no início da sessão, na sequência do anúncio do exército iraniano de que a onda de ataques contra Israel havia terminado. No entanto, o Irã alertou para ataques mais severos caso Israel continue os ataques contra o Líbano.

Os contratos futuros do petróleo Brent subiram US$ 1,43, ou 1,5%, para US$ 94,52 o barril às 10h04 (horário de Brasília), enquanto os contratos futuros do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiram US$ 1,03, ou 1,1%, para US$ 91,57. Os preços haviam subido mais de 5% mais cedo, após a retomada dos ataques israelenses contra o Irã e os ataques contra o Líbano terem reduzido as esperanças de um fim iminente para o conflito. O Brent subiu cerca de 31% desde a véspera do início do conflito, há pouco mais de 100 dias, enquanto o WTI subiu cerca de 37%. Em abril, o Brent atingiu um pico acima de US$ 126 o barril.

Israel atingiu uma fábrica petroquímica no sudoeste do Irã, que, segundo o país, era usada para produzir mísseis balísticos, e a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que retaliou com um ataque contra uma instalação israelense semelhante na cidade de Haifa.

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Trump exige suspensão dos ataques

O presidente dos EUA, Donald Trump, exigiu na segunda-feira que Israel e Irã “parem imediatamente com os disparos”. Devido aos ataques, investidores temiam que o fluxo pelo Estreito de Ormuz pudesse permanecer restrito por mais tempo, afirmou o analista da UBS, Giovanni Staunovo. Aproximadamente um quinto do fornecimento diário mundial de petróleo e gás natural liquefeito passava pelo Estreito de Ormuz, próximo ao Irã, antes dos ataques aéreos conjuntos entre EUA e Israel no final de fevereiro, que desencadearam a mais recente escalada do conflito no Oriente Médio.

Na segunda-feira, o embaixador do Irã em Moscou foi citado dizendo que o Estreito permaneceria aberto, mas sob condições a serem definidas pelo Irã e Omã, incluindo uma taxa de trânsito. “Para os mercados, o melhor resultado a curto prazo continua sendo um acordo ‘mínimo’ que desvincule a interrupção do Estreito e os ataques ativos das causas subjacentes da discórdia, ganhando tempo sem resolvê-las”, disse Erik Meyersson, da SEB Research.

OPEP+ concorda com aumento da meta de produção

Diante da consequente crise de oferta, a OPEP+ concordou, no domingo, com seu quarto aumento da meta de produção de petróleo em quatro meses. Analistas afirmaram que a decisão teria pouco impacto, visto que a maioria dos membros da OPEP+, grupo formado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, incluindo a Rússia, não consegue atingir suas metas devido ao fechamento do Estreito de Ormuz ou, no caso da Rússia, aos ataques de drones ucranianos que reduziram sua capacidade de produção.

“No mercado atual, o impacto físico de tal decisão seria próximo de zero”, afirmou Jorge Leon, chefe de análise geopolítica da Rystad Energy, em nota aos clientes. A Arábia Saudita reduziu seus preços oficiais de venda de petróleo bruto para a Ásia em julho pelo segundo mês consecutivo.

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