Japão muda lei de sucessão imperial, mas mantém veto a mulheres no trono
Japão muda lei de sucessão imperial, mas exclui mulheres

O Parlamento japonês aprovou mudanças na Lei da Casa Imperial com o objetivo de ampliar o número de homens aptos a assumir o Trono do Crisântemo, mas manteve a exclusão das mulheres da linha sucessória. A decisão ocorre em meio à crescente pressão popular pelo fim do modelo patriarcal, que limita a sucessão a homens.

Mudanças aprovadas

A proposta permite que mulheres mantenham seus direitos imperiais ao se casarem com plebeus, uma alteração em relação à regra anterior, que exigia que princesas abdicassem de seus títulos ao se casar fora da família imperial. No entanto, a possibilidade de uma mulher ascender ao trono continua vetada.

Contexto e pressão popular

O número cada vez menor de homens na família imperial acelerou a tramitação da proposta. Atualmente, apenas três homens estão na linha sucessória imediata: o imperador Naruhito, seu irmão Fumihito e o sobrinho Hisahito. Enquanto isso, pesquisas de opinião mostram que 72% dos japoneses apoiam a princesa Aiko, filha de Naruhito, como futura imperatriz.

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  • Princesa Aiko é a única filha do imperador Naruhito e da imperatriz Masako.
  • Seu primo Hisahito, de 19 anos, é o único herdeiro homem da geração mais jovem.

Especialistas apontam que a exclusão feminina contraria a tendência global de igualdade de gênero e pode gerar instabilidade na sucessão imperial no longo prazo.

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