Grupos armados iraquianos apoiados pelo Irã: quem são e o que querem
Grupos armados iraquianos apoiados pelo Irã

Ataques com drones e a nova frente de guerra

Milícias iraquianas apoiadas pelo Irã realizaram ataques com drones contra instalações petrolíferas da Arábia Saudita, marcando uma escalada significativa no conflito do Oriente Médio. Os ataques, ocorridos em julho de 2026, atingiram uma base das Forças de Mobilização Popular (PMF) em Bartella, província de Nínive, no Iraque. Segundo as PMF, os ataques aéreos foram realizados por forças americanas e sauditas.

Principais grupos armados iraquianos pró-Irã

Diversos grupos armados operam no Iraque com apoio logístico, financeiro e militar do Irã. Entre eles, destacam-se:

  • Forças de Mobilização Popular (PMF): coalizão de milícias formada em 2014 para combater o Estado Islâmico, fortemente influenciada pelo Irã. Inclui grupos como Kata'ib Hezbollah, Asa'ib Ahl al-Haq e Harakat al-Nujaba.
  • Kata'ib Hezbollah (Brigadas do Hezbollah): uma das milícias mais poderosas, acusada de ataques contra forças dos EUA e aliados. Recebe treinamento e armas do Irã.
  • Asa'ib Ahl al-Haq (Liga dos Justos): grupo xiita que atuou na Guerra Civil Síria e frequentemente alveja interesses sauditas e americanos.
  • Harakat al-Nujaba (Movimento dos Nobres): milícia xiita que declarou publicamente lealdade ao líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

Papel do Irã e impacto regional

O Irã utiliza essas milícias como proxies para expandir sua influência no Oriente Médio, sem envolvimento direto de suas forças oficiais. Os ataques com drones contra a Arábia Saudita visam pressionar o reino em meio a disputas regionais, como a guerra no Iêmen e as tensões com Israel. A nova frente aberta pelas milícias iraquianas ameaça desestabilizar ainda mais a região, já marcada por conflitos entre Irã e Arábia Saudita, além da presença militar dos EUA no Iraque.

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Resposta internacional e perspectivas

Os ataques geraram condenação internacional e aumentaram os temores de uma escalada militar. Os EUA, que mantêm tropas no Iraque, reforçaram a defesa de suas instalações e aliados na região. A Arábia Saudita, por sua vez, intensificou a segurança de suas infraestruturas petrolíferas. Analistas apontam que, sem um acordo diplomático entre Irã e Arábia Saudita, esses ataques devem continuar, ampliando o conflito por procuração no Oriente Médio.

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