EUA e Irã fecham acordo de paz; estreito de Ormuz será reaberto
EUA e Irã fecham acordo de paz; estreito de Ormuz reaberto

Acordo de paz entre EUA e Irã é anunciado por Trump e premiê do Paquistão

Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo de paz, conforme confirmado neste domingo (14) pelo presidente americano, Donald Trump, e pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. O pacto prevê a reabertura do estreito de Ormuz em até 30 dias, segundo a agência iraniana Mehr.

Trump publicou em sua rede Truth Social: "O acordo com a República Islâmica do Irã está concluído. Parabéns a todos! Autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!"

Detalhes do acordo

Nenhuma das partes divulgou oficialmente o conteúdo completo, mas a imprensa norte-americana e iraniana publicaram pontos com base em fontes governamentais. A CNN Internacional informou que o memorando prevê:

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  • Cessar-fogo de 60 dias em todas as frentes, incluindo o Líbano;
  • Reabertura imediata do estreito de Ormuz, sem taxas para embarcações, com tráfego normal em 30 dias;
  • Fim do bloqueio naval dos EUA na entrada do estreito;
  • Flexibilização progressiva das sanções ao Irã;
  • Compromisso iraniano de não obter armas nucleares.

A Reuters ouviu fonte do governo americano que acrescentou: o estreito será reaberto, o programa nuclear iraniano será desmantelado, e o Irã só receberá ativos congelados após cumprir sua parte.

Já a imprensa estatal iraniana afirmou que Teerã não abrirá mão do controle do estreito e do direito de enriquecer urânio. A agência Mehr listou como pontos do memorando: suspensão das sanções, retirada das forças militares dos EUA das proximidades, levantamento do bloqueio naval e interrupção das hostilidades em todas as frentes.

Anúncio oficial

Shehbaz Sharif declarou no X (antigo Twitter) que "ambos os lados declararam o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano". A cerimônia de assinatura está marcada para 19 de junho, na Suíça.

A agência IRNA confirmou o acordo, replicando as mensagens. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, disse à TV estatal que o cessar-fogo entra em vigor ainda hoje e as negociações finais durarão 60 dias, incluindo fim das sanções, reconstrução e monitoramento. Teerã responderá a violações.

Histórico

Trump já havia anunciado no sábado que a assinatura ocorreria neste domingo, com abertura imediata do estreito. Ele afirmou esperar que o processo seja "rápido, fácil e tranquilo" e que os EUA trabalharão com Irã e todo o Oriente Médio. Também mencionou que, quando tudo estiver calmo, os EUA recolherão resíduos nucleares enterrados sob montanhas de granito.

Sharif disse que Paquistão se prepara para uma assinatura eletrônica nas próximas 24 horas, seguidas por negociações técnicas. "Agradecemos aos EUA e ao Irã por seu compromisso. Este acordo histórico formará base para paz duradoura."

Um alto funcionário americano disse à Reuters acreditar em um "acordo sólido". A perspectiva ganhou força após Trump anunciar na quinta (11) que negociadores chegaram a um consenso. O Irã inicialmente negou, mas horas depois o chanceler disse que a paz "nunca esteve tão próxima".

Críticas e reviravolta

Na sexta, Trump chamou de falsos os detalhes divulgados pela imprensa e criticou o Irã por vazar informações, chamando os dirigentes de "pessoas muito desonrosas para se negociar". Horas depois, repostou mensagem do chanceler iraniano afirmando que o acordo "nunca esteve tão perto".

Contexto de ataques

A aproximação ocorreu após nova escalada: a queda de um helicóptero militar dos EUA no estreito de Ormuz levou Trump a acusar o Irã e bombardear sistemas de defesa iranianos. O Irã revidou com ataques a uma base no Bahrein. Na quarta (10), novos ataques mútuos levaram o Irã a fechar o estreito, complicando as negociações e tornando o cessar-fogo "sem sentido".

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