Incêndios florestais devastam 17 mil hectares na Europa com calor extremo
Incêndios devastam 17 mil hectares na Europa com calor extremo

Uma intensa onda de calor que atingiu a Europa no final de junho provocou incêndios florestais devastadores, consumindo mais de 17 mil hectares de florestas em vários países. As chamas afetaram principalmente França, Espanha e Portugal, onde as temperaturas ultrapassaram os 40°C em algumas regiões.

França: incêndios começam um mês antes do normal

Na França, os incêndios florestais começaram cerca de um mês antes do habitual, segundo autoridades locais. Helicópteros e bombeiros foram mobilizados para conter as chamas perto do Col des Auzines, no sul do país. A situação foi agravada pela seca e pelos ventos fortes, que dificultaram o combate ao fogo.

Portugal: 13 mil hectares destruídos e reforço internacional

Portugal foi o país mais afetado, com aproximadamente 13 mil hectares de floresta queimados. O governo português solicitou ajuda internacional, e Espanha e Itália enviaram reforços aéreos e terrestres para auxiliar no combate aos incêndios. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, as temperaturas podem voltar a atingir 40°C nos próximos dias, aumentando o risco de novos focos.

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Espanha também sofre com chamas

Na Espanha, incêndios florestais atingiram várias regiões, especialmente na Catalunha e na Andaluzia. As autoridades estimam que mais de 4 mil hectares foram queimados. O serviço de emergência espanhol alertou que a combinação de calor extremo e baixa umidade cria condições propícias para a propagação do fogo.

Mudanças climáticas como fator agravante

Especialistas apontam as mudanças climáticas como um fator crucial para a severidade dos eventos. "As ondas de calor estão se tornando mais frequentes e intensas devido às mudanças climáticas, o que aumenta o risco de incêndios florestais", afirmou a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A situação exige medidas urgentes de adaptação e mitigação.

Os incêndios já causaram danos ambientais significativos, com perda de biodiversidade e emissão de grandes quantidades de dióxido de carbono. Autoridades locais continuam monitorando a situação e pedem que a população evite atividades que possam gerar faíscas.

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