Brasileiros que vivem na Europa relatam cenas apocalípticas causadas por incêndios florestais de grandes proporções na Espanha e na França. 'Parecia um pouco o fim do mundo, porque teve um dia em que o sol estava laranja escuro. Foi muito feio. Dois, três dias de um céu praticamente cinza. Com muitas pessoas, principalmente idosos, na rua com máscara', disse um brasileiro em Madri. Outro, também na capital espanhola, filmou o céu encoberto pela fumaça: 'Esse lado aqui é Madri. E aqui, olha como é que está o céu. Cara, muitas famílias sendo evacuadas. Olha a cor que está esse céu aqui. O cheiro de queimado é bem forte.'
Pior incêndio da história da Espanha
Na Espanha, o governo declarou emergência nacional após um dos incêndios mais graves, na região de Ávila, a oeste de Madri, devastar mais de 500 quilômetros quadrados nos últimos dias. 'É uma catástrofe. Segundo os jornais, a pior da história da Espanha', afirmou outro brasileiro. O incêndio, considerado o maior já registrado no país, desalojou dezenas de milhares de pessoas. Até o momento, o governo espanhol afirma que as chamas começam a ser controladas, mas alerta que uma nova onda de calor pode agravar a situação.
França: fogo sem precedentes
Na França, bombeiros seguem combatendo o fogo na região de Gironde, no sudoeste do país, perto de Bordeaux. Mais de 220 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas. O incêndio é considerado sem precedentes e já destruiu uma área equivalente a quatro vezes o tamanho de Paris. O cheiro de queimado e a fumaça densa são relatados por brasileiros que vivem na região: 'Olha a situação aqui fora. Olha o sol todo coberto, cara. Olha isso, gente. Olha isso', descreveu um deles.
Aumento alarmante na Europa
Dados mostram que a área devastada por incêndios florestais na Europa aumentou 57% em apenas quatro anos. Especialistas apontam que as mudanças climáticas, combinadas com ondas de calor extremas e longos períodos de seca, estão tornando os incêndios mais frequentes e mais destrutivos em todo o continente. A situação atual na Península Ibérica e no sudoeste da França é um reflexo dessa tendência preocupante.



