Austrália alerta para El Niño intenso e risco de seca e chuvas
Austrália alerta para El Niño intenso e risco de seca

O serviço meteorológico da Austrália emitiu um alerta nesta terça-feira, 16 de junho, confirmando a formação do fenômeno climático El Niño no Pacífico tropical. Segundo os especialistas, o evento pode se intensificar ao longo do segundo semestre de 2026 e se tornar um dos mais potentes das últimas sete décadas.

Impactos globais esperados

Os meteorologistas preveem que esse El Niño mais intenso trará chuvas excessivas em partes das Américas, enquanto a Ásia sofrerá com calor e seca. O plantio em diversas regiões asiáticas já está sendo prejudicado, o que gera preocupações com o abastecimento de alimentos na área mais populosa do mundo.

As temperaturas da superfície do mar no Pacífico ultrapassaram os limites característicos do El Niño, e todos os indicadores atmosféricos apontam para a ocorrência do fenômeno, informou o Serviço de Meteorologia em comunicado oficial.

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Previsões e comparações históricas

“As previsões indicam um evento El Niño forte a muito forte, com base na extensão do aquecimento no Pacífico tropical central”, afirmou o órgão. “Cerca de metade dos modelos sugere que este evento pode atingir picos entre os mais altos observados desde 1950.”

O anúncio acendeu o alerta no setor elétrico e no mercado financeiro, devido ao risco de seca nos reservatórios. Analistas apontam impactos mistos em ações de energia e do agronegócio. Cientistas destacam que as mudanças climáticas devem intensificar os efeitos do El Niño deste ano.

Efeitos na Austrália

O El Niño é um aquecimento periódico das temperaturas da superfície do mar no Pacífico central e oriental. Ele está associado a menos chuvas no inverno e na primavera, especialmente na costa leste da Austrália, e a temperaturas diurnas mais altas no sul do país.

O fenômeno é particularmente prejudicial para a Austrália, que está entre os maiores exportadores mundiais de trigo, açúcar e carne bovina. O último El Niño registrado no país, entre 2023 e 2024, causou o período de três meses mais seco já registrado. Um dos eventos mais intensos, ocorrido em 2015 e 2016, provocou seca generalizada e reduziu a produção de grãos e oleaginosas.

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