No último dia de sua viagem à Espanha, o Papa Leão XIV fez duras críticas à indiferença da sociedade e dos governos diante das mortes de migrantes no mar. Durante uma missa no porto de Santa Cruz de Tenerife, nas Ilhas Canárias, o pontífice citou o Papa Francisco e pediu responsabilidades no acolhimento de migrantes, além de fazer um apelo direto a criminosos que lucram com o sofrimento humano.
Indiferença e apelo à solidariedade
O Papa Leão XIV destacou a crise migratória como um dos grandes desafios da atualidade, criticando a falta de empatia e ação diante das tragédias no Mediterrâneo. Ele lembrou que muitas vidas são perdidas na tentativa de alcançar a Europa e que a indiferença é uma forma de cumplicidade com essas mortes. Citando o Papa Francisco, enfatizou a importância de lembrar as origens e promover a solidariedade entre os povos.
Cobrança a governos e sociedade
O pontífice cobrou medidas concretas dos governos para garantir a integração dos migrantes e o respeito aos seus direitos humanos. Ele também pediu que a sociedade civil se mobilize para acolher e apoiar aqueles que fogem de guerras, perseguições e pobreza. Leão XIV condenou veementemente as redes de tráfico humano que exploram a vulnerabilidade dos migrantes, chamando os criminosos de 'mercadores da morte'.
Viagem à Espanha
A visita do Papa Leão XIV à Espanha foi marcada por encontros com autoridades locais, líderes religiosos e comunidades de migrantes. Nas Ilhas Canárias, porta de entrada para muitos africanos que tentam chegar à Europa, o papa reforçou a mensagem de esperança e acolhimento. A viagem terminou com um apelo à ação coletiva para enfrentar a crise migratória.



