O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelou os ataques aéreos contra o Irã que estavam previstos para ocorrer na noite desta quinta-feira (20). A informação foi divulgada por autoridades americanas à imprensa internacional.
Decisão de última hora
Segundo fontes do governo americano, os ataques seriam uma resposta à derrubada de um drone dos EUA pelo Irã na quinta-feira. O presidente Trump havia aprovado a operação militar, mas, por volta das 19h (horário de Brasília), decidiu cancelar os bombardeios.
A Casa Branca não divulgou oficialmente os motivos para a reversão da ordem. No entanto, especula-se que Trump teria sido informado sobre o número estimado de baixas civis que os ataques causariam, o que o teria feito recuar.
Reunião de emergência
Horas antes, Trump se reuniu com seus principais assessores de segurança nacional na Sala de Situação da Casa Branca para discutir a resposta ao incidente com o drone. Participaram do encontro o vice-presidente Mike Pence, o secretário de Estado Mike Pompeo, o conselheiro de Segurança Nacional John Bolton e o secretário de Defesa interino Patrick Shanahan.
Durante a reunião, foram apresentadas opções militares, incluindo ataques aéreos contra alvos iranianos, como instalações de radar e baterias de mísseis. A decisão final, no entanto, foi pelo cancelamento.
Contexto das tensões
As relações entre EUA e Irã atingiram um novo patamar de tensão nas últimas semanas. O governo Trump acusou o Irã de estar por trás de ataques a navios petroleiros no Golfo de Omã e de planejar ações contra interesses americanos na região. O Irã nega as acusações.
Na quinta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã derrubou um drone americano que, segundo os EUA, sobrevoava águas internacionais. O Irã afirma que a aeronave violou seu espaço aéreo.
O cancelamento dos ataques representa uma mudança de postura de Trump, que vinha adotando uma linha dura contra o Irã desde que saiu do acordo nuclear em 2018. Analistas apontam que a decisão pode abrir espaço para uma solução diplomática, embora o governo americano não tenha descartado novas ações militares.



