Trump anuncia novos ataques ao Irã; Estreito de Ormuz é fechado
Trump anuncia novos ataques ao Irã; Estreito de Ormuz fechado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que fará um novo ataque contra o Irã na noite desta quinta-feira (11). Em uma declaração contundente, Trump afirmou: "Os Estados Unidos atacarão o Irã (cuja Marinha, Força Aérea, Radar, Defesa Antiaérea e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte de sua capacidade ofensiva, foram DESTRUÍDAS!) com muita força esta noite. Em algum momento num futuro não muito distante, tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total de seus mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela, o que está funcionando brilhantemente tanto para a Venezuela quanto para os Estados Unidos da América".

Os Estados Unidos lançaram uma nova onda de ataques contra o Irã pela segunda noite consecutiva. Em resposta, o Irã anunciou nesta quinta-feira que o Estreito de Ormuz está completamente fechado "até novo aviso". A decisão foi tomada após os bombardeios norte-americanos na noite de quarta-feira (10).

Reação do Irã e fechamento do Estreito de Ormuz

Em comunicado na manhã desta quinta, o Ministério das Relações Exteriores iraniano condenou veementemente os ataques, afirmando que as ofensivas norte-americanas tornaram o cessar-fogo de quase dois meses "praticamente sem sentido". O ministério declarou: "Os ataques ilegais e criminosos perpetrados pelos Estados Unidos nas últimas horas não apenas constituem uma violação flagrante... mas também tornam o cessar-fogo praticamente sem sentido". A nota acrescentou que "a responsabilidade pelas consequências extremamente graves desse ato criminoso recai sobre os líderes dos Estados Unidos".

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Em retaliação aos bombardeios americanos, o Irã atacou dois navios. A embaixada da Índia em Omã informou que tomou conhecimento de um incidente envolvendo uma embarcação próximo ao porto de Shinas, no país, ocorrido nesta quinta-feira. A agência de notícias iraniana Tasnim afirmou que três marinheiros morreram, mas o Ministério das Relações Exteriores da Índia garantiu que todos os 20 indianos a bordo estão em segurança.

Ataques dos EUA e retaliação iraniana

Ao anunciar os novos ataques na noite de quarta, o Comando Central dos EUA disse que eles tinham como alvo as capacidades de vigilância militar, sistemas de comunicação e instalações de defesa aérea iranianas. "Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã. As forças americanas permanecem vigilantes, letais e prontas para agir", afirmou o Comando Central.

À rede de TV Fox News, Trump declarou que caças americanos estavam operando nos céus do Irã. Ele disse ter conversado com autoridades iranianas nesta quarta, que supostamente "teriam pedido para que os bombardeios parassem". Trump afirmou que Israel não estava envolvido na missão e não descartou novas ações militares no país. Teerã negou que tais conversas tenham ocorrido.

Segundo a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), as forças do país realizaram ataques retaliatórios à Quinta Frota dos EUA, cuja base fica no Bahrein. "Forças do IRGC atingiram e destruíram dezoito alvos importantes pertencentes ao exército americano nas bases aéreas de Ali Salem e Ahmad Al-Jaber, além da base aérea de Sheikh Isa, durante duas ondas operacionais", diz um comunicado. Explosões foram ouvidas em Manama, capital do Bahrein, e em Hamad Town. O Ministério do Interior do Bahrein informou que os ataques deixaram uma criança de 11 anos ferida. Veículos pegaram fogo e casas foram danificadas devido à queda de destroços de drones interceptados. A Defesa Civil e o Serviço Nacional de Ambulâncias tomaram as medidas necessárias, segundo a pasta.

Contexto dos bombardeios

Este foi o segundo dia seguido que os EUA lançam bombardeios contra o Irã desde o início do cessar-fogo na guerra entre os dois países. Segundo Washington, a primeira onda de ataques ocorreu em retaliação à derrubada de um helicóptero Apache pelo Irã. Ainda não se sabe qual será o impacto dos ataços desta quarta à trégua no conflito, que é frágil desde seu início, em abril.

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As agências estatais iranianas reportaram diversas explosões em Bandar Abbas, Minab, Kargan e Sirik, cidades portuárias na região do Estreito de Ormuz, e que defesas aéreas foram ativadas em Isfahan. A agência Mehr falou em "combates no mar" entre forças iranianas e norte-americanas, porém não deu mais detalhes. Uma autoridade norte-americana afirmou ao site Axios que todos os alvos atingidos estão no sul do Irã e incluem sistemas de defesa aérea, radares e unidades de comando e controle de drones.

Quase duas horas após o ataque dos EUA, o governo iraniano voltou a dizer que o Estreito de Ormuz está fechado para qualquer tipo de navio e que atirou contra duas embarcações que estariam violando seu bloqueio. Mais cedo, o Irã também havia prometido uma "resposta dura" contra alvos norte-americanos no Oriente Médio e disse que uma nova escalada do conflito não se restringiria apenas ao Oriente Médio. Na terça, Teerã atacou a base dos EUA no Bahrein como retaliação.

O ataque dos EUA ocorreu horas após Trump ter dito que seu Exército voltaria a atacar o Irã "ainda hoje". O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, disse que os bombardeios seriam "fortes claros" e atingiriam "instalações-chave" do Irã. Hegseth, no entanto, não deu detalhes sobre quais instalações são essas. Ainda segundo Hegseth, os ataques desta quarta avançariam os interesses militares dos EUA no Oriente Médio e ajudariam Washington a alcançar uma solução diplomática da guerra. O Irã afirmou mais cedo, no entanto, que o país não negocia sob ameaças.