Putin rejeita paz e intensifica guerra na Ucrânia, dizem fontes do Kremlin
Putin rejeita paz e intensifica guerra na Ucrânia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, está rejeitando os apelos para negociar a paz com Kiev e deve intensificar a guerra na Ucrânia nos próximos meses, segundo a agência de notícias Reuters. A informação é de três fontes próximas ao Kremlin, ouvidas de forma anônima.

Putin mantém objetivo de capturar Donbas

De acordo com as fontes, Putin se mantém firme em seu objetivo principal de capturar o restante da região de Donbas, no leste da Ucrânia. Os ataques de drones ucranianos contra refinarias de petróleo e portos russos reforçaram sua determinação de continuar lutando por enquanto. Uma das fontes afirma que, recentemente, o presidente russo repreendeu um grupo de assessores que sugeriu um acordo baseado em um cessar-fogo ao longo das atuais linhas de frente.

Em junho, Putin rejeitou publicamente um apelo feito pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, por uma reunião e um cessar-fogo.

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Trump oferece ajuda para resolver conflito

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu ajuda para buscar uma solução para a guerra na Ucrânia durante uma conversa telefônica de quase 90 minutos com o presidente russo, Vladimir Putin, segundo o assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, em declarações divulgadas na madrugada deste domingo (5). Segundo Ushakov, a oferta foi feita durante a ligação realizada no sábado (4), Dia da Independência dos EUA, no contexto da participação de Trump, na próxima semana, na cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), na Turquia.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, afirmou que também conversou com Trump. "O presidente norte-americano confirmou mais uma vez sua disposição de trabalhar por um rápido fim dos combates e encontrar soluções para superar a crise", disse Ushakov ao comentar a conversa entre Trump e Putin.

Rússia busca solução político-diplomática, mas acusa Ucrânia de escalada

Ushakov, que classificou a conversa como "profissional e bastante construtiva", afirmou que a Rússia busca "uma resolução político-diplomática do conflito, levando em conta a abordagem fundamental da Rússia". O assessor também acusou Kiev e seus aliados europeus de "apostar no prolongamento e até mesmo na escalada do conflito, bem como no terrorismo contra civis". A declaração faz referência aos ataques de longo alcance realizados pela Ucrânia contra alvos russos, principalmente ligados à indústria petrolífera, que provocaram escassez de combustível em várias regiões da Rússia.

Segundo Ushakov, Putin "descreveu a situação real no campo de batalha, onde as forças armadas russas avançam com confiança, libertando uma localidade após a outra".

Disputa sobre controle de Kostiantynivka

Na sexta-feira (3), comandantes russos informaram a Putin que as tropas de Moscou haviam capturado a cidade estratégica de Kostiantynivka, na região de Donetsk, no leste da Ucrânia. No sábado, Zelenskiy contestou a informação e afirmou que as forças ucranianas ainda mantinham o controle da cidade.

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