EUA e Irã trocam ataques intensos; petróleo dispara e Ormuz é fechado
EUA e Irã trocam ataques; petróleo sobe e Ormuz fecha

Ofensiva iraniana atinge bases dos EUA e fecha Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irã informou na segunda-feira que atacou instalações militares dos EUA no Barein e no Kuweit, destruiu sistemas de radar em Omã e atingiu tanques de combustível e depósitos de munição na Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia. A ação foi uma resposta aos ataques dos EUA.

As Forças Armadas dos EUA afirmaram ter atacado, no domingo, sistemas de defesa aérea iranianos, estações de radar costeiras, capacidades de mísseis e drones, além de pequenas embarcações, utilizando aeronaves, navios de guerra e drones.

Escalada do conflito coloca acordo provisório em risco

Essas trocas representam uma escalada no ritmo e no alcance geográfico dos ataques da última semana, colocando em dúvida um acordo provisório entre os EUA e o Irã, assinado no mês passado, para reabrir o estreito e encerrar a guerra após mais de 60 dias de negociações.

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Em entrevista por telefone à Reuters no domingo, o presidente dos EUA, Donald Trump, referiu-se aos ataques do fim de semana contra o Irã: “Estamos dando uma surra neles”, disse. Trump afirmou que considera o cessar-fogo encerrado, mas deixou a porta aberta para novas negociações.

Irã endurece posição e desafia EUA

O principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, adotou tom desafiador, postando no X no domingo: “A era dos acordos unilaterais ACABOU. Nós avisamos: cumpram sua palavra ou paguem o preço. A realidade está batendo à porta.”

A guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro desestabilizou o Golfo e se espalhou por toda a região, com o Irã atacando bases dos EUA em vários países. Milhares de pessoas foram mortas, principalmente no Irã e no Líbano. O bloqueio do Estreito de Ormuz por Teerã elevou os preços da energia e alimentou preocupações com a inflação em todo o mundo.

Petróleo dispara com fechamento do estreito

A Guarda Revolucionária afirmou em comunicado na segunda-feira que a única maneira de restabelecer o tráfego regular de navios pelo estreito é pôr fim às intervenções militares dos EUA na via navegável, e alertou que “a interferência contínua poderia levar a incidentes mais graves no setor global de petróleo e gás”.

O Irã busca estabelecer um mecanismo conjunto com Omã para gerenciar o tráfego pelo estreito, disse na segunda-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, acrescentando que a pressão dos EUA sobre Omã dificultou essas discussões.

O petróleo Brent subia mais de 3% na segunda-feira, embora tenha permanecido bem abaixo dos picos atingidos no início do conflito. Os preços mais altos da energia, especialmente da gasolina, são politicamente delicados para Trump às vésperas das eleições para o Congresso em novembro.

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