Os Estados Unidos concluíram uma nova onda de ataques contra o Irã com o objetivo de degradar a capacidade de Teerã de mirar navios no Estreito de Ormuz, informaram autoridades americanas neste domingo. A operação ocorre em meio a uma escalada das tensões na região, que já reduziu o tráfego no estreito, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.
Ataques visam reduzir ameaça naval iraniana
Segundo o Pentágono, os ataques atingiram instalações costeiras e sistemas de radar iranianos usados para monitorar e alvejar embarcações. "Estamos tomando medidas proporcionais para proteger a liberdade de navegação", disse um porta-voz do Departamento de Defesa, sob condição de anonimato. O governo iraniano, por sua vez, afirmou que os ataques não afetarão sua determinação em defender sua soberania.
Impacto no comércio global
O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, já registra uma diminuição no tráfego de navios-tanque, segundo dados de monitoramento marítimo. A tensão elevou os prêmios de seguro para embarcações na região e pressionou os preços do petróleo, que subiram 3% no início das operações asiáticas.
"Qualquer interrupção no Estreito de Ormuz tem implicações diretas para a economia global", afirmou um analista do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais. "Os EUA estão tentando evitar um bloqueio total, mas a situação continua volátil."
Reações internacionais
O Conselho de Segurança da ONU deve se reunir emergencialmente nos próximos dias para discutir a crise. A União Europeia pediu moderação de ambos os lados, enquanto a Arábia Saudita expressou preocupação com a estabilidade regional. O Irã, por sua vez, convocou o embaixador suíço (que representa os interesses americanos em Teerã) para protestar formalmente.



