Árbitro somali é barrado nos EUA e perde vaga na Copa do Mundo de 2026
Árbitro somali barrado nos EUA perde vaga na Copa 2026

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan foi removido do quadro de arbitragem da Copa do Mundo de Futebol de 2026, após ter sua entrada nos Estados Unidos negada. A informação foi confirmada pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) nesta segunda-feira (8).

Decisão da Fifa

“A Fifa pode confirmar que o oficial de arbitragem Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar nem atuar na Copa do Mundo 2026 após ter sua entrada nos Estados Unidos negada”, declarou um porta-voz da entidade.

Impedimento nos EUA

Omar Artan, da Somália, estava escalado para trabalhar na competição, mas foi barrado ao chegar em território norte-americano, conforme relatou uma autoridade somali à agência de notícias AFP. Após a negativa, Artan seguiu para a Turquia. Os motivos da recusa ainda não foram esclarecidos, uma vez que o árbitro possuía visto válido, segundo Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes da Somália.

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Reações

Artan é descrito como “um dos árbitros mais respeitados da África”. O assessor Abshir lamentou que “negar sua entrada nos Estados Unidos e impedi-lo de trabalhar prejudica não apenas ele pessoalmente, mas também mina o compromisso do futebol com a equidade, o mérito e o espírito de fair play”. Ele acrescentou: “A comunidade do futebol deve apoiá-lo neste momento difícil”.

Contexto político

A Somália está entre os países cujos cidadãos enfrentam restrições de viagem aos Estados Unidos, impostas pelo governo de Donald Trump. Até a última atualização, o governo Trump não havia se manifestado publicamente sobre o caso. Em novembro, Trump descreveu a Somália como um país “podre” e manifestou intenção de revogar o status especial que protege somalis da deportação.

Carreira de Omar Artan

Artan, de 34 anos, seria o primeiro árbitro somali a apitar em uma Copa do Mundo. Ele estava entre os 52 árbitros selecionados para o torneio, que será sediado por Canadá, México e Estados Unidos. Membro do quadro da Fifa desde 2018, Artan atua na liga somali e foi eleito Árbitro do Ano pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025.

O caso gerou repercussão e críticas, destacando as dificuldades enfrentadas por profissionais de países com restrições migratórias impostas pelos EUA.

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