Os Estados Unidos anunciaram a retirada da Síria da lista de países patrocinadores do terrorismo, em um movimento que reflete a confiança no governo interino liderado por Ahmed al-Sharaa, após a queda de Bashar al-Assad. O anúncio foi feito enquanto o presidente Donald Trump se reunia com al-Sharaa à margem de uma cúpula da Otan na Turquia.
Decisão histórica após mudança de regime
A decisão, notificada ao Congresso dos EUA, entrará em vigor em 45 dias. O secretário de Estado, Marco Rubio, destacou a importância de uma Síria estável e unificada para a segurança regional. "Este é um passo crucial para apoiar a transição democrática na Síria e incentivar a reconstrução do país", afirmou Rubio em comunicado oficial.
A medida pode destravar comércio e investimentos internacionais, além de facilitar a ajuda humanitária. A Síria estava na lista desde 1979, sob o governo de Hafez al-Assad, e a exclusão representa uma mudança significativa na política externa americana.
Encontro na Turquia
O presidente Trump elogiou al-Sharaa durante a reunião, classificando-o como "um líder que busca paz e estabilidade". A reunião foi considerada histórica, marcando o primeiro contato direto de alto nível entre os dois países desde o início da guerra civil síria.
Al-Sharaa, por sua vez, agradeceu o apoio dos EUA e reafirmou o compromisso de seu governo com a luta contra o terrorismo e a reconstrução nacional. "Estamos determinados a construir uma Síria livre e próspera", disse o líder interino.
Impactos regionais e globais
A exclusão da lista deve abrir caminho para a normalização das relações diplomáticas e econômicas. Analistas apontam que a medida pode influenciar outros países a seguirem o exemplo, além de fortalecer a posição do governo interino sírio no cenário internacional.
No entanto, críticos alertam para os riscos de uma retirada prematura, dado o histórico de violações de direitos humanos no país. Organizações de direitos humanos pedem que os EUA mantenham pressão por reformas e justiça para as vítimas do regime anterior.



