Lula critica tarifas dos EUA e reforça multilateralismo no G7
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursará nesta segunda-feira na reunião do G7, em Biarritz, na França, com uma crítica direta ao protecionismo comercial dos Estados Unidos. Convidado pelo presidente francês Emmanuel Macron, Lula deve marcar posição contra a taxação de produtos brasileiros imposta pela administração Trump, que ameaça elevar tarifas sobre aço, alumínio e outros itens.
Em seu discurso, Lula reforçará o compromisso do Brasil com o multilateralismo e o desenvolvimento sustentável, apresentando-se como uma 'voz do Sul Global'. A expectativa é que ele destaque a importância de regras comerciais justas e da cooperação internacional para enfrentar desafios como a crise climática e a desigualdade.
Sem encontro com Trump
Apesar de ambos os líderes estarem presentes no evento, não há previsão de reunião bilateral entre Lula e o presidente americano Donald Trump. O governo brasileiro busca fortalecer laços com outras potências, como França, Alemanha e Japão, para isolar as medidas tarifárias americanas. Lula também deve se encontrar com líderes de países emergentes e organizações internacionais.
Contexto das tarifas
As tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros foram anunciadas no início do ano, como parte da política protecionista de Trump. O Brasil já recorreu à Organização Mundial do Comércio (OMC) e busca apoio internacional para reverter as medidas. Lula deve argumentar que o protecionismo prejudica o crescimento global e a recuperação econômica pós-pandemia.
A participação de Lula no G7 é vista como uma oportunidade de reposicionar o Brasil no cenário internacional, após anos de isolamento diplomático. O presidente deve enfatizar a agenda ambiental e a defesa da democracia, temas que aproximam o Brasil dos países europeus.



