O investimento direto no Brasil registrou superávit de US$ 15 bilhões em 2025, valor suficiente para cobrir com folga o déficit de US$ 3 bilhões em transações correntes, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira. O resultado reforça a capacidade do país de atrair capital estrangeiro produtivo, mesmo em cenário de juros elevados e incertezas fiscais.
Investimento direto supera projeções
O fluxo líquido de investimento direto cresceu 25% em relação a 2024, impulsionado por setores como energia, infraestrutura e tecnologia. De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, João Pedro Silva, "os números mostram que o Brasil continua sendo um destino atrativo para investimentos de longo prazo, especialmente em áreas estratégicas". O total de aportes estrangeiros no país atingiu US$ 45 bilhões, contra US$ 30 bilhões de remessas de lucros e dividendos.
Déficit em conta corrente sob controle
O déficit em transações correntes, de US$ 3 bilhões, foi o menor desde 2020, representando apenas 0,2% do PIB. A melhora reflete o superávit comercial de US$ 10 bilhões, puxado pelas exportações de commodities, e o crescimento do setor de serviços. "A conta corrente está em trajetória sustentável, e o financiamento via investimento direto elimina riscos de financiamento externo", afirmou o economista-chefe do banco XYZ, Maria Oliveira.
Impacto nas reservas internacionais
Com o superávit combinado, as reservas internacionais brasileiras subiram para US$ 350 bilhões, equivalente a 18 meses de importações. O aumento dá ao Banco Central mais margem para intervir no câmbio, caso necessário. A balança financeira, que inclui investimentos em carteira e derivativos, também apresentou saldo positivo de US$ 5 bilhões.



