G7 anuncia novas sanções à Rússia e rede de portos contra narcotráfico
Os líderes do G7, grupo que reúne algumas das principais economias do mundo, afirmaram nesta quarta-feira (17), durante cúpula na França, que ampliarão a pressão sobre a Rússia em apoio à Ucrânia. O grupo também anunciou novas medidas de combate ao tráfico internacional de drogas.
“Nesse contexto, fortaleceremos nossas sanções (contra a Rússia), incluindo aquelas voltadas aos setores de petróleo e gás”, disseram os líderes em uma declaração conjunta. Separadamente, os líderes comemoraram o acordo entre os Estados Unidos e o Irã de cessar-fogo e afirmaram estar prontos para contribuir com sua implementação.
Eles acrescentaram que farão esforços para diversificar as rotas de fornecimento de energia, reduzir a dependência do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do suprimento mundial de petróleo, e aumentar os estoques de energia.
Combate ao tráfico de drogas
Em declaração conjunta, os líderes do G7 reafirmaram o compromisso de buscar soluções coordenadas para desarticular redes de tráfico de drogas e anunciaram a criação de uma rede de portos do G7+ para reforçar o combate ao narcotráfico.
“Comprometemo-nos a desarticular a infraestrutura econômica que viabiliza essas atividades ilegais, fortalecendo as investigações financeiras para rastrear, congelar, apreender e confiscar receitas e ativos associados, incluindo ativos virtuais”, disseram em comunicado.
O grupo também encarregou ministros de elaborar, até novembro de 2026, um plano de ação para combater a infiltração de instituições por redes de tráfico e organizações criminosas. Além disso, os países se comprometeram a ampliar investigações financeiras para rastrear, congelar, apreender e confiscar recursos e ativos ligados a atividades ilegais, incluindo ativos virtuais.
Os líderes também prometeram aprofundar a cooperação com países de origem e de trânsito para desmantelar redes de contrabando e tráfico. Por fim, a liderança do G7 informou que acompanha novas abordagens legais adotadas por alguns de seus membros em parceria com países terceiros para fortalecer a gestão migratória.
*Com informações da Reuters.



