O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu, durante audiência no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que o sistema de pagamentos instantâneos Pix não seja incluído em eventuais tarifas ou sanções comerciais contra o Brasil. A declaração ocorre em meio a uma investigação comercial dos EUA sobre práticas brasileiras.
Defesa do Pix em audiência no USTR
Na audiência realizada nesta terça-feira, Flávio Bolsonaro destacou que o Pix, criado durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, ampliou significativamente a inclusão financeira no Brasil. O senador argumentou que o sistema beneficiou milhões de brasileiros, especialmente os de baixa renda, e que sua taxação ou restrição seria prejudicial.
“O Pix é uma ferramenta de inclusão financeira que tirou milhões da informalidade. Não pode ser tratado como moeda de troca em disputas comerciais”, afirmou o senador durante a audiência.
Documento enviado ao USTR sugere restrições a países não ocidentais
Além do discurso, Flávio Bolsonaro protocolou um documento no USTR no qual sugere que o órgão impeça a integração do Pix a sistemas de pagamentos de países não ocidentais. A medida visa, segundo o senador, proteger a segurança nacional dos EUA e evitar que o sistema brasileiro seja usado por nações consideradas adversárias.
O documento propõe que o USTR condicione qualquer acordo comercial à exclusão do Pix de sanções, mas também recomenda que o sistema não seja conectado a plataformas de países como China e Rússia.
Contexto da investigação comercial dos EUA
A defesa de Flávio Bolsonaro ocorre em meio a uma investigação do USTR sobre práticas comerciais do Brasil, que pode resultar em tarifas retaliatórias. O senador tem dialogado com aliados do ex-presidente Donald Trump para evitar que o Pix seja incluído nessas medidas.
“O Pix não é um problema comercial, é uma solução financeira. Os EUA devem reconhecer isso e não punir o povo brasileiro”, declarou Flávio Bolsonaro.
Impactos e reações
Especialistas apontam que a inclusão do Pix em sanções poderia afetar diretamente a economia digital brasileira e a confiança dos investidores. O governo brasileiro, por sua vez, ainda não se manifestou oficialmente sobre a proposta do senador.
A audiência no USTR faz parte de uma série de reuniões para discutir barreiras comerciais entre os dois países. A decisão final sobre possíveis tarifas cabe ao governo americano.



