O fim da guerra entre Estados Unidos e Irã, selado por um acordo de paz, já movimenta os mercados globais. O petróleo despencou, arrastando ações da Petrobras e da PRIO, que caíram até 5%. Mas o alívio na inflação exige cautela: analistas alertam que a queda dos juros futuros pode não se concretizar tão rapidamente quanto o mercado espera.
Impacto nos juros e na Selic
A curva de DI passou a precificar maior chance de a Selic cair 0,25 ponto percentual, mas a XP projeta a taxa básica em 14,25% e alerta para freio nos cortes, mesmo com o fim do conflito. Para a Kapitalo, o juro real "elevadíssimo" continua sendo a aposta que resiste à eleição.
Petrobras e PRIO na berlinda
As ações da Petrobras e da PRIO recuaram fortemente acompanhando a queda do petróleo no mercado internacional. O acordo EUA-Irã deve aumentar a oferta de petróleo iraniano, pressionando os preços. Especialistas veem espaço para novas baixas, mas recomendam cautela: o alívio inflacionário pode ser temporário.
Renda fixa e investimentos
Com a queda dos juros futuros, CDBs, LCIs e LCAs na XP oferecem taxas menores. Fundos imobiliários como MXRF11, TRXF11 e HGLG11 pagam dividendos hoje. A entidade que representa os FIIs quer transformá-los em vitrine global para o mercado latino-americano.
Geopolítica e efeitos colaterais
A retomada do fluxo no Estreito de Ormuz deve ser gradual e levar semanas, segundo analistas. Enquanto isso, a Europa vê sua recuperação econômica se afastar no horizonte, e Alemanha e Japão voltam a se rearmar 80 anos após a Segunda Guerra Mundial. No Brasil, o acordo reacende o debate sobre o Decreto Tajani e a cidadania italiana.
O mercado de seguros também sente os efeitos: a complexidade geopolítica afeta a cobertura de seguros na Copa do Mundo, e mais brasileiras com mais de 60 anos vivem sozinhas, exigindo proteção patrimonial.
Reações políticas
Flávio Bolsonaro quer aprovar o fim da reeleição após a eleição; Zema ironiza não ter sido procurado por Vorcaro; Haddad elogia Marina, Márcio e Simone; e Tarcísio critica desorganização institucional e defende reforma política.
No front internacional, o negociador-chefe do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, é figura-chave. Enquanto isso, o êxodo dos milionários bate recorde global, e os brasileiros mais ricos buscam novos destinos.



