O Federal Reserve (Fed) deve manter as taxas de juros inalteradas na decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) desta quarta-feira, apesar de dados econômicos mistos e da volatilidade no mercado de petróleo. A expectativa é que a autoridade monetária americana sinalize cautela diante de pressões inflacionárias persistentes e incertezas geopolíticas.
Mercados à espera da decisão do Fed
O Dow Jones Futuro opera perto da estabilidade enquanto investidores aguardam o comunicado do Fed. A decisão ocorre em meio a indicadores que mostram um mercado de trabalho ainda apertado, mas com inflação abaixo da meta em alguns setores. Analistas preveem que o Fed manterá a taxa entre 5,25% e 5,50%.
Impacto no dólar e no petróleo
O dólar pode se fortalecer após a decisão, especialmente se o Fed adotar um tom hawkish. A volatilidade do petróleo, impulsionada por tensões no Oriente Médio — como os ataques do Irã a bases americanas e a participação da Arábia Saudita em operações no Iraque —, adiciona pressão sobre as expectativas de inflação. O barril do Brent oscila perto de US$ 80, com riscos de novas sanções ao Irã.
Resultados do Santander Brasil
No Brasil, o Santander Brasil registrou lucro recorrente de R$ 3 bilhões no segundo trimestre de 2024, uma baixa anual de 17,6%. O banco atribuiu o resultado a maiores provisões para devedores duvidosos e despesas operacionais. A ação SANB11 acumula queda de 15% no ano, mas analistas veem potencial de recuperação com a melhora do cenário macroeconômico.
Pesquisa AtlasIntel: Lula lidera no 1º turno
No campo político, pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira mostra o presidente Lula mantendo liderança no primeiro turno das eleições de 2026, com 44,9% das intenções de voto, contra 35,8% do ex-presidente Jair Bolsonaro (ainda inelegível). O levantamento também indica que 84,3% das menções ao presidente argentino Javier Milei nas redes sociais foram críticas, após ofensas a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes.
Perspectivas para investidores
A combinação de juros altos nos EUA e incertezas fiscais no Brasil mantém o mercado de renda fixa atrativo, mas o ex-diretor do Banco Central Bruno Serra alerta que a inflação baixa pode derreter os ganhos das NTN-Bs. No mercado imobiliário, a Abecip rejeita risco de excesso de oferta em São Paulo, apesar da alta de 44% nos estoques de imóveis.



