Cumaná, que já foi um dos principais polos industriais da Venezuela, transformou-se em um símbolo da decadência do país após 27 anos de chavismo. A cidade, que produzia veículos Toyota Land Cruisers e exportava alimentos para toda a América do Sul, enfrenta agora o colapso dos serviços públicos, com água escassa, apagões constantes e uma economia devastada pela hiperinflação.
O declínio de um polo econômico
Durante décadas, Cumaná foi um centro de produção industrial e agrícola, gerando empregos e riqueza. A fábrica da Toyota, instalada na região, era um dos maiores empregadores locais, e os portos da cidade exportavam alimentos para mercados sul-americanos. No entanto, com a chegada do chavismo ao poder em 1999, a economia começou a definhar. Nacionalizações, má gestão e falta de investimentos levaram à paralisação de fábricas e à queda da produção agrícola.
Serviços públicos em colapso
Hoje, os moradores de Cumaná enfrentam uma rotina de dificuldades. A água encanada é rara, e muitos dependem de riachos poluídos para obter o líquido. Os apagões são frequentes, e o sistema de saúde está em ruínas. A hiperinflação corroeu o poder de compra da população, e o desemprego é alto. Enquanto Caracas começa a atrair investidores estrangeiros no período pós-Maduro, Cumaná permanece estagnada, lutando para sobreviver.
Desafios da reconstrução
A situação de Cumaná ilustra os enormes desafios que a Venezuela enfrenta para se reconstruir. A infraestrutura está deteriorada, e a confiança dos investidores é baixa. Sem um plano de recuperação econômica e social, cidades como Cumaná podem levar décadas para se recuperar. A população, que já viu dias melhores, clama por mudanças que possam trazer de volta a prosperidade perdida.



