Ceron critica leitura 'superficial' sobre alta de juros reais no Tesouro
Ceron critica leitura 'superficial' sobre alta de juros

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, manifestou preocupação com a taxa real dos títulos públicos indexados à inflação (NTN-B), que supera 8% ao ano, mas assegurou que o Tesouro Nacional está preparado para intervir no mercado caso necessário para preservar a liquidez. A declaração foi feita em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

Ceron critica simplificação das causas

Ceron criticou o que chamou de leitura simplificada das razões para a alta dos juros reais. Segundo ele, atribuir exclusivamente às dúvidas em torno da política fiscal o comportamento das NTN-B é um debate “pobre” e “superficial”. “Claro (que me preocupa a taxa a 8%). O que eu combato é o argumento superficial. Existe uma necessidade de a gente trabalhar juntos, como país, para ter um nível de taxa de juros menor”, afirmou.

Captação recorde e intervenção do Tesouro

Com o juro real atingindo níveis históricos nos títulos de inflação, a captação do papel quase dobrou no primeiro semestre em comparação com o mesmo período de 2025. As compras de Tesouro IPCA+ acompanharam o juro recorde e dispararam mais de 70%. Em março, em período de volatilidade, o Tesouro realizou intervenções superiores a R$ 47 bilhões, que ajudaram a conter a alta dos juros.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Tesouro preparado para recompras

Ceron informou que a equipe de administração da dívida monitora continuamente as condições de mercado e poderá acionar recompras de títulos se entender que é preciso garantir uma “porta de saída” aos investidores. “Se precisar recomprar forte, não há problema nenhum. O Tesouro está preparado”, disse. Ele acrescentou que eventual decisão de atuar no mercado será técnica e dependerá das condições de liquidez.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar