Cabotagem avança 15% no Brasil, mas ainda enfrenta barreiras logísticas
Cabotagem avança 15% no Brasil, mas enfrenta barreiras

A cabotagem brasileira – transporte marítimo entre portos nacionais – registrou crescimento de 15% no primeiro semestre de 2025, movimentando 434,9 mil contêineres. Apesar do avanço, o modal ainda representa apenas 14% da matriz logística do país, segundo dados divulgados pelo setor.

Desafios de infraestrutura e integração

O modal enfrenta barreiras como custos elevados, infraestrutura portuária limitada e baixa integração com outros modais, especialmente o rodoviário. Especialistas apontam que a cabotagem é mais eficiente para trajetos longos, com grandes volumes e fluxos regulares, mas depende de conexões eficientes nos portos para ganhar escala.

Programa BR do Mar e metas para 2030

O governo federal, por meio do programa BR do Mar, busca estimular a cabotagem com incentivos fiscais e simplificação de processos. A meta é elevar a participação do modal para 20% da matriz logística até 2030. Empresas como Mondelēz e Norcoast já apostam na cabotagem para reduzir custos e emissões de carbono, conforme relatório do setor.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Impactos econômicos e ambientais

Além do potencial de desafogar as rodovias, a cabotagem contribui para a descarbonização do transporte de cargas. Estima-se que cada contêiner transportado por navio emita até 80% menos CO₂ do que o modal rodoviário. No entanto, a falta de terminais especializados e a burocracia portuária ainda limitam o crescimento.

Perspectivas futuras

Para atingir a meta de 20%, o Brasil precisaria movimentar cerca de 1,2 milhão de contêineres por ano até 2030. Investimentos em dragagem, modernização portuária e integração com ferrovias e rodovias são considerados essenciais. O setor privado também cobra maior previsibilidade regulatória e redução do custo Brasil.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar