Os Estados Unidos completam 250 anos em meio a uma ofensiva contra os direitos das mulheres e um novo cerco ao voto feminino, impulsionados pelo presidente Donald Trump e seus aliados. O discurso contra a 19ª Emenda, que garantiu o sufrágio feminino em 1920, ganha força no país, enquanto um projeto de lei apoiado pela Casa Branca, o "Save Act", pode impor restrições que dificultariam o voto de americanas.
Contexto histórico e atual ameaça
A 19ª Emenda foi uma conquista histórica do movimento sufragista, mas, sob a administração Trump, vozes conservadoras questionam sua validade. Aliados relevantes do presidente têm promovido a ideia de que a emenda foi mal interpretada ou que deveria ser revisada. O "Save Act", apresentado no Congresso, exige documentos de identificação mais rigorosos para o registro eleitoral, o que, segundo críticos, afeta desproporcionalmente mulheres, especialmente as casadas que mudaram de sobrenome, e minorias.
Impacto potencial sobre as eleitoras
De acordo com especialistas em direito eleitoral, a medida poderia impedir milhões de mulheres de votar. "O 'Save Act' é um ataque direto ao direito de voto das mulheres", afirmou a senadora Elizabeth Warren, em pronunciamento recente. "Ele cria barreiras burocráticas que historicamente excluem as mulheres do processo democrático." Dados do Brennan Center for Justice indicam que cerca de 11% das mulheres em idade eleitoral não possuem a documentação exigida pelo projeto.
Reações e mobilização
Organizações de direitos civis, como a ACLU e a League of Women Voters, já anunciaram que irão contestar judicialmente a lei se ela for aprovada. Protestos ocorreram em frente ao Capitólio, com manifestantes vestindo branco, cor simbólica do movimento sufragista. Enquanto isso, a Casa Branca defende a medida como necessária para combater fraudes eleitorais, embora estudos mostrem que a fraude é extremamente rara nos EUA.
Cenário político e próximos passos
O projeto tem maioria simples no Senado, mas enfrenta resistência de democratas e de alguns republicanos moderados. Apesar disso, a pressão de Trump e de grupos conservadores pode levar à aprovação. Caso seja sancionado, o "Save Act" entrará em vigor antes das eleições de meio de mandato, em 2026, potencialmente alterando o eleitorado de forma significativa.



