Edição genética avança, mas linha entre cura e eugenia fica tênue
A tecnologia CRISPR e a edição de bases têm permitido correções de defeitos genéticos em humanos, com experimentos promissores como os do grupo de Dieter Egli. No entanto, o mesmo avanço técnico abre portas para práticas questionáveis: empresas já comercializam testes genéticos em embriões com promessas de selecionar características como cor dos olhos, altura e QI, mesmo com imprecisão comprovada.
Testes imprecisos e promessas controversas
Segundo o artigo, essas empresas oferecem serviços que vão além da prevenção de doenças, adentrando o campo da eugenia. Os testes, ainda imprecisos, alegam possibilitar a escolha de traços não médicos, gerando preocupações éticas entre especialistas. A comunidade científica alerta que a falta de regulação clara pode levar a usos indevidos da tecnologia.
Desafios técnicos e éticos
Apesar dos progressos, como os experimentos liderados por Dieter Egli, a técnica CRISPR enfrenta desafios: efeitos fora do alvo e mosaicismos ainda são obstáculos. O artigo destaca que a linha entre cura e eugenia é cada vez mais tênue, exigindo debate público e regulamentação robusta para evitar que a seleção genética se torne uma prática discriminatória.



