Família egípcia está retida há 16 dias no Aeroporto de Guarulhos aguardando refúgio
Família egípcia está retida há 16 dias no Aeroporto de Guarulhos aguardando refúgio

Uma família de origem egípcia está retida desde o dia 8 de abril na área restrita do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, enquanto aguarda a análise de um pedido de refúgio. O casal, formado por Abdallah Montaser e sua esposa grávida, está acompanhado de dois filhos pequenos.

De acordo com o advogado Willian Fernandes, que representa a família, a situação se agravou quando a esposa de Abdallah, que está na 34ª semana de gestação e tem diabetes gestacional, percebeu que o bebê não estava se mexendo. A família solicitou auxílio médico na quinta-feira (23), mas só foi levada ao hospital na sexta-feira (24).

Em um vídeo enviado à imprensa, Abdallah afirmou que eles possuem visto de turista válido, mas não foram autorizados a entrar no Brasil. Ele destacou que um dos filhos tem doença celíaca e intolerância à lactose, e que o impacto psicológico e de saúde na família se tornou extremamente grave.

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A defesa sustenta que o caso apresenta indícios de violação humanitária, especialmente diante da condição de saúde da gestante e das crianças. O advogado já solicitou urgência na análise do pedido de refúgio ao governo federal e acionou instituições de proteção aos direitos humanos.

Paulo Illes, diretor do Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante (CDHIC), classificou o caso como humanitário evidente, afirmando que a manutenção da família em área de restrição por tantos dias é incompatível com os princípios de proteção à dignidade humana. A Polícia Federal foi procurada, mas não se manifestou até o momento.

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