Política migratória dos EUA cria obstáculo inédito para a Copa do Mundo 2026
EUA: vistos negados ameaçam Copa do Mundo 2026

A política migratória dos Estados Unidos tem imposto obstáculos inéditos a jogadores, árbitros e comissões técnicas que participarão da Copa do Mundo de 2026. Cidadãos de países considerados 'hostis' por Washington, como Irã, Iraque, Somália e Haiti, enfrentam dificuldades para obter vistos ou são submetidos a longas entrevistas nas fronteiras.

Casos emblemáticos

O árbitro somaliano Omar Artan teve seu visto negado, impossibilitando sua participação no torneio. Membros da seleção do Iraque também foram barrados ou detidos por horas durante o processo de entrada no país. A seleção iraniana, antes de embarcar na Turquia, passou por constrangimentos e atrasos devido à burocracia migratória.

Impacto diplomático

As restrições geram tensões diplomáticas e levantam questões sobre a acessibilidade de eventos esportivos internacionais. O temor de prisões em estádios e a insegurança jurídica afetam a preparação das equipes e a imagem dos EUA como anfitrião.

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Organizações de direitos humanos criticam as medidas, apontando violações aos princípios de não discriminação e liberdade de movimento. A FIFA, por sua vez, busca negociar com o governo americano para garantir a participação de todas as delegações classificadas.

Desafios logísticos

Além dos vistos, as comissões técnicas relatam dificuldades com o transporte de equipamentos e a contratação de pessoal estrangeiro. Países como Haiti e Somália, que enfrentam crises humanitárias, veem suas seleções prejudicadas por medidas que extrapolam o âmbito esportivo.

Com a aproximação do evento, a expectativa é que haja uma revisão das políticas, mas até o momento, o cenário permanece incerto para muitos atletas e profissionais.

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